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Entenda o quão maravilhoso é adotar um Pet Com Deficência

17:09:00

Se nós, Pessoas Com Deficiência, já somos alvos de tantos preconceitos por falta de informação dos outros, imaginem o quanto os pets com deficiência também sofrem com isso!

Assim como humanos com deficiência representam uma grande parcela da sociedade, pets com deficiência não são raridade. No entanto, ainda existe muito tabu e “pé atrás” que permeia a adoção destes bichinhos singulares.

Então, para ajudar a amenizar o receio de futuros tutores destes bichos incríveis, aí vão algumas informações essenciais para uma adoção responsável.

Tipos de deficiência

“As deficiências mais comuns entre os pets para adoção são as sequelas de viroses, de atropelamentos e também de maus-tratos, como cegueira, paralisia, deficiência de algum membro, entre outras”, comenta Vera Lucia Gonçalves Leite, publicitária e diretora geral da Associação Protetora de Animais Abandonados – Acãochego, em Osasco (SP).

Dicas gerais para cuidar de se pet com deficiência

  • É muito importante socializar o animal, sendo que o ideal é conviver com ele dentro de casa;
  • Verifique os ambientes para remover qualquer objeto que possa prejudicar o pet, como tábuas soltas, galhos baixos, escadas ou rampas muito lisas etc.;
  • Evite as mudanças frequentes ou drásticas para que o animal não fique muito perdido;
  • Converse com o animal sempre que possível, falando em um tom alegre;
  • O animal com deficiência precisa de mais atenção e cuidado, mas não de piedade. Por isto, evite paparicar e proteger excessivamente. O bichano também precisa ter liberdade para se divertir!
Cegueira

São várias as causas da cegueira em cães, incluindo doenças como catarata, glaucoma, lesões de córnea, doenças da retina, diabetes e outras. Se o problema for detectado no início, existem chances de se preservar a visão, por isso, o tutor deve ficar atento, observando se o cão lacrimeja excessivamente, se tem coceira na região dos olhos, olhos vermelhos e piscadas exageradas.

Para garantir o bem estar do animal, deixe a água e comida à disposição, mantenha os móveis organizados e não deixe de realizar as atividades do cotidiano, como passeios e brincadeiras.


Surdez

Em alguns casos, cuidar bem da saúde dos ouvidos do cão pode prevenir a surdez; em outros, os cães podem ficar surdo devido à idade avançada.

No caso do cão surdo, o tutor deve educar o animal por meio dos sinais com as mãos. Dar o sinal com a mão e oferecer um petisco reforça um comportamento positivo e, após várias repetições, ele entenderá a recompensa.

Para repreender, o tutor aponta firmemente o dedo para o cão, com expressão de insatisfação. Depois de várias repetições, o animalzinho entenderá o significado do gesto.

Animais que não caminham

Geralmente quando algum animalzinho é atropelado, ou sofre uma virose forte, ou por outros motivos, acaba deixando de caminhar e tendo que ter um pouco de atenção a mais do seu dono, mas tenha certeza que não é nenhum sacrifício para quem ama animais.

É necessário que o dono do pet conheça os 10 cuidados essenciais:

1. A higiene

Devemos manter a pele do animal fora de contacto com fezes e/ou urina. Podemos lavá-lo com soro fisiológico ou toalhitas especiais para cães. As toalhitas para bebés podem irritar a pele do cão, uma vez que o pH cutâneo dos humanos e dos cães é diferente.

2. Alimentação

Os estados patológicos provocam um desequilíbrio nutricional. Uma boa nutrição é vital para a recuperação do animal. O veterinário deverá aconselhá-lo sobre a melhor dieta para o seu cão. Deve ter-se em conta que muitas vezes há outras doenças além da paralisia que requerem uma alimentação adequada. Por exemplo, em animais mais velhos é muito frequente que haja problemas renais. Grande parte do seu tratamento baseia-se numa alimentação específica (baixa em proteínas e fósforo), indispensável para tentar combater a doença. Também é muito importante que o veterinário combine tipos de alimentação ou adicione algum suplemento para poder incluir ambas doenças.

3. As úlceras de pressão

As úlceras de pressão formam-se nas zonas salientes do corpo, como os cotovelos, tornozelos, ancas e osso zigomático. Isto deve-se ao apoio constante nessas zonas e ao déficit nutricional que provocam as doenças graves. Para evitar estas feridas é vital mudar a posição do animal a cada poucas horas e utilizar terapias de fisioterapia passivas (ou seja, é o dono que move os membros do animal). Podemos ajudar estas feridas a sarar com pomadas cicatrizantes e hidratantes: centelha asiática e aloe vera.

4. Proteger a pele

Existem fraldas especialmente desenhadas para cães que além de absorver, ajudam a que a urina e as fezes não irritem a pele, evitando problemas indesejáveis de sujidade no chão e tapetes. É muito importante verificar e mudar a fralda com frequência. Devemos ter especial cuidado quando o cão está em ambientes ao ar livre, uma vez que tendo dificuldade em afugentá-las, existe a possiblidade das moscas depositarem os seus ovos nas partes sujas da pele. Sempre que o animal saia, deve tirar-se a fralda para que a pele possa respirar e a humidade não provoque úlceras. Pode também usar uma proteção absorvente para pôr em cima da sua cama.

5. Evitar o arrasto

O arrasto é a forma mais comum para o aparecimento das feridas. Estas são as mais difíceis de solucionar uma vez que o cão terá sempre que apoiar-se sobre elas. Por isso, é importante evitar que apareçam. Existem bolsas protetoras para evitar o contacto do animal com o chão.

6. Cuidar da pele

Se forem necessários banhos frequentes, recomenda-se a utilização de champôs especialmente formulados para cães alérgicos, já que estes não destroem a barreira lípida protetora e podem usar-se até várias vezes por semana. Também podemos ajudar a pele com suplementos para reforçá-la, como os ácidos graxos ómega-3 e algumas vitaminas. Consulte o seu veterinário para saber qual é a fórmula mais adequada.

7. Vigie a bexiga

Muitos cães com paralisia têm problemas para urinar. Alguns são incapazes de conter a urina e esta vai saindo gota a gota, outros são incapazes de esvaziar a bexiga e os donos têm que fazê-lo por eles umas 3 vezes por dia. Manter uma boa higiene da micção ajudará a impedir as infeções de urina frequentes nestes casos. É também importante ter atenção e tentar detetar mudanças no odor e/ou cor da urina, algo que pode indicar a existência de algum problema.

8. Cadeira de rodas

Se o animal tem força nos membros anteriores, o uso de uma cadeira de rodas canina pode ser muito beneficioso: evitaremos em grande medida as úlceras de pressão, fortaleceremos o corpo do animal ajudando a ganhar massa muscular e sobretudo, ajudaremos ao seu bem-estar mental, proporcionando a autonomia tão própria dos cães. Recomenda-se consultar o veterinário sobre a possibilidade e adequação da cadeira de rodas.

Por que adotar um pet especial?

Ainda nos dias de hoje, existe uma certa “preferência” na hora de adotar um animal e não só os pets deficientes são rejeitados, como até bichinhos de determinadas cores ficam de canto em eventos e feiras de adoção.

Por isso, é preciso ter em mente que devemos combater as desigualdades também no campo animalesco, já que, qualquer ser deste mundo necessita de cuidados e “dá trabalho”, seja ele branco, preto, caramelo, laranja, tigrado, deficiente ou não. O importante é focar no bem-estar que será proporcionado ao animalzinho – e, claro, não se esquecer de quão recompensadora será a experiência.

“Os principais benefícios de adotar um animal deficiente é que a vida dele muda radicalmente e ele passa a se sentir aceito, ser feliz e se adapta à nova casa, ao tutor e à família rapidamente. Os adotantes conhecerão o que é um verdadeiro amor e fidelidade. Os animais são extremamente agradecidos”, diz a diretora.

Animais deficientes também têm direito a um lar e a um tutor amoroso e responsável. “Só é preciso paciência, amor, carinho e dedicação”, finaliza Vera Lucia.


Via:

Labrador cadeirante inspira ONG

14:22:00

Depois que seu melhor amigo ficou cadeirante, bombeiro voluntário criou uma ONG para ajudar outros animais deficientes. A Gunnar’s Wheels já forneceu 130 cadeiras de rodas para pets com deficiência.




Já houve dias em que ele não podia contar a ninguém sobre o que tinha presenciado, mas sempre podia conversar com seu labrador preto, Gunnar. “Era quase meu cão ‘de terapia’ após chamadas difíceis”, diz.

Gunnar estava sempre lá para confortar Jason, mas no dia 16 de fevereiro de 2014, seus papéis se inverteram quando Gunnar foi atropelado por um carro depois de andar muito. Naquele momento, era a vez de Jason ser seu sistema de apoio.

“Eu estava trabalhando naquela noite e minha esposa me ligou e disse que ele tinha sido atropelado – eu fiquei apenas em choque – e que ele não conseguia se levantar, não podia se mover”, relata.

Jason falou com seu supervisor, saiu do trabalho e correu para a clínica veterinária para encontrar sua esposa, Stephanie. Quando ele olhou a parte de trás do automóvel de Stephanie, percebeu que seu melhor amigo estava em más condições.

“Ele é um labrador de 110 libras [cerca de 50 quilos] e nunca mostrou sentir dor antes. Seu nariz estava aberto, faltavam dentes, ele estava chorando e eu nunca tinha ouvido esse cachorro se queixar tanto”, acrescenta.

Os Raios-X não mostraram as lesões na medula de Gunnar e o veterinário mandou-o para casa com pontos no nariz e disse a Jason para monitorá-lo. A dupla dormiu no chão e, de manhã, Gunnar ainda não conseguia ficar de pé. O tutor procurou uma amiga de infância – que é veterinária – e que vive em outro estado.

“Mandei suas fotos e ela me instruiu a levá-lo imediatamente para um hospital veterinário da universidade”, afirma.

A Universidade de Minnesota (EUA), estava a duas horas e meia da residência de Jason. Ele fez uma maca improvisada com um pedaço de madeira e colocou Gunnar no carro. Este foi o início de uma viagem médica onerosa.

“Queriam cerca de US$ 6 mil para uma ressonância magnética, e cerca de US$ 2 mil para a cirurgia. Nós maximizamos nossos cartões de crédito”, revela Jason.

Claro que a despesa valeu a pena. Ele estava disposto a fazer o que fosse necessário para que Gunnar se recuperasse. Uma semana depois, com uma maca emprestada da clínica veterinária local, Jason levou o cão para casa.

Gunnar tinha o amor das pessoas, mas precisava de uma cadeira de rodas de US$ 600. Os Parkers estavam com um orçamento muito apertado depois de gastar milhares de dólares na cirurgia e cuidados do cão.


“Meus amigos doaram o dinheiro para seu carrinho”, explica Jason explica.

Com o carrinho e uma tipoia especial, Gunnar conseguiu permanecer ativo, apesar da paralisia na parte traseira do corpo. Sua família o ajudou com a fisioterapia, levando-o até seu lago favorito para a terapia aquática. Todos os dias, Gunnar ficava mais forte.

Enquanto isso, Jason conectava-se com outras pessoas que cuidavam animais com deficiência. Eventualmente, um amigo do Facebook perguntou se ele poderia ajudar Hope, uma mix de pit bull que morava em Houston, a conseguir um carrinho como o de Gunnar.

“Ela foi salva pela BARC em Houston. Foi atropelada por um carro e rastejou debaixo de uma casa para morrer”, contou Jason ao Dogster.


Jason encontrou uma segunda cadeira de rodas de segunda mão do Walk n’ Wheels – o mesmo tipo usado por Gunnar. Ele o limpou e mandou-o para Hope. Foi assim que nasceu a Gunner’s Wheels, uma organização sem fins lucrativos. “Quando vi o vídeo de Hope, eu me virei para minha esposa e disse ‘isto é como nós vamos começar a retribuir”, disse.

A Gunnar’s Wheels já forneceu 130 cadeiras de rodas para 152 animais. Quando um animal falece ou se recupera, a cadeira volta para Jason para ser remodelada e enviada para outro animal paralisado.

Uma campanha do crowdfunding arrecadou mais de US$ 80 mil para a causa e a Gunnar’s Wheels foi considerada recentemente a heroína do GoFundMe.

Quanto a Gunnar, ele agora tem 10 anos e ainda ama a vida com rodas. Jason diz que o relacionamento deles ficou ainda mais forte após o acidente.

Antes de Gunnar ficar paralisado, Jason costumava conversar com ele sobre seu dia. Hoje, Gunnar “fala” com ele também, usando uma série de latidos suaves, grunhidos e olhares para comunicar suas necessidades.

“Não sei se ele sabe disso, mas ele ajudou muitos cães”, conclui Jason.

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