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Menina dança valsa com irmão cadeirante e causa emoção em festa de ABC no CE; vídeo

03:16:00

Maria Clara conduziu Enzo, 4 anos, que tem paralisia cerebral, girando a cadeira de rodas no baile de conclusão da educação infantil.


Uma menina de seis anos emocionou a família ao escolher o irmão com paralisia cerebral para ser o padrinho de formatura de ABC no município de Iguatu, no interior do Ceará. Maria Clara de Lavor, 6 anos, dançou valsa na festa com o irmão Enzo, 4, que estava em uma cadeira de rodas. “Ela falou que se não fosse ele [o padrinho] não iria participar”, disse a mãe, a servidora municipal Débora Santos de Lavor.

A paralisia cerebral de Enzo o impede de falar e andar desde que nasceu. A mãe das crianças conta que Maria Clara é muito apegada ao irmão, mesmo os dois morando separados, já que ele mora em outra cidade para facilitar no tratamento médico.

Desde o início do ano, a garota disse aos familiares que queria que o irmão dançasse com ela no dia da festa formatura do ABC, realizada no dia 15 de dezembro deste ano. "A gente até achava que ia mudar de ideia, mas quando começou o ano ela já tinha decidido. Nós até perguntamos se ela não queria que o padrinho fosse o pai ou o primo, mas a Maria Clara fez questão que fosse o irmão. Isso foi muito bonito", afirmou Débora. A menina também escolheu o terno e a gravata usados pelo irmão no dia da festa.

As crianças emocionaram a todos dançando a tradicional valsa e foram aplaudidos. “A gente ficou emocionado com a simplicidade, com a concentração dela, porque não foi nada ensaiado. Roubou a cena de verdade, pois foi tudo com muita naturalidade. Ela disse que foi o dia mais feliz da vida dela", lembrou a mãe das crianças.



A menina mora com os pais na cidade de Iguatu, enquanto Enzo fica com a avó no Crato para facilitar o deslocamento diário até um hospital no município de Juazeiro do Norte, onde o garoto realiza tratamento médico e fisioterapêutico. A mãe das crianças diz que eles só se encontram nos fins de semana, mas a menina faz questão de ver o irmão diariamente em chamadas de vídeo. Essa relação, conforme a mãe, ajuda no tratamento do menino.
"Ele não fala, mas a gente consegue perceber todas as emoções no seu olhar. A gente faz vídeos dela falando e ele fica 'louco'. É uma cumplicidade muito grande".

O tratamento realizado pela criança foi garantido por uma liminar na Justiça. Débora diz que é um tratamento muito caro, principalmente pelos custos com os deslocamentos. Ainda assim, a família permanece unida e acredita que Enzo tem apresentado melhoras significativas ao longo dos dias.
"A Maria Clara acompanhou nossos momentos mais difíceis. O irmão nasceu de um parto prematuro, complicado, de apenas cinco meses. Mas hoje, o Enzo tem uma qualidade de vida. Ele faz acompanhamento com terapeutas, fisioterapia, fisioterapia respiratória e eu acho que ele vem reagindo bem ao tratamento. Apesar de ser bem puxado e muito oneroso, é muito compensador ver essa alegria e cumplicidade deles", afirmou a mãe.




Via: G1

Bailarina cadeirante participa de espetáculo de dança na Virada Cultural de São Paulo

18:21:00

A cadeirante Gabriela Carvalho, de 33 anos, subiu ao palco da Virada Cultural Paulista 2017 na manhã deste domingo (21), em São Paulo. Ela apresentou o espetáculo de balé 'Dançando sobre rodas".

Para Gabriela, que é do Vale do Paraíba, participar do espetáculo foi uma conquista - há dois anos ela não considerava a possibilidade de dançar sobre uma cadeira de rodas, muito menos dançar em grandes espetáculos. Gabriela nasceu prematura, tem paralisia cerebral e nunca andou.

"Eu sempre sonhei em ser dançarina, desde criança, mas sempre tive muita vergonha disso. Eu ficava dançando sozinha no meu quarto, escondida, sem deixar ninguém ver. Nem a minha mãe eu deixava ver", disse Gabriela.

O sonho virou realidade há dois anos, quando Gabriela conheceu o professor de dança Mateus Vasconcellos, de 26 anos. Os dois foram apresentados de maneira inusitada, por meio de uma postagem nas redes sociais feita pela Gabriela.

"Um belo dia, há dois anos, postei no Facebook que eu amava dançar. Uma amiga minha marcou o Mateus na minha publicação e ele veio conversar comigo. Ficamos conversando por uns três meses, até que ele me disse que tinha criado o projeto. Na hora eu nem acreditei que seria possível", explicou a bailarina.


Projeto

Durante os três meses em que o projeto era criado, Mateus estudou técnicas para conseguir desenvolver coreografias para cadeirantes. Ele conseguiu com que uma escola de dança aceitasse receber o projeto e criou a companhia de dança sobre rodas, chamada 'Between'.

"Eu dou aulas de dança desde os 15 anos e nesse período eu já havia trabalhado com balé clássico para cegos. Com a Gabriela foi tudo novidade, foi um desafio maior porque são dois elementos, a dançarina e a cadeira. Temos que levar em conta toda a questão psicológica também, o medo de cair e tudo mais", explicou Mateus.

"Com o tempo fomos realizando apresentações em escolas e festivais de música. Criei uma página no Facebook para ir divulgando tudo e, atualmente, mais uma cadeirante irá começar a fazer aulas com a gente. Já a apresentação da Virada Cultural foi pelo método convencional, nos inscrevemos e fomos convidados. Estou muito feliz", afirmou o professor de dança.

Para Gabriela, a apresentação na Virada Cultural foi resultado de muito trabalho, ensaios, tombos e, acima de tudo, a prova de que qualquer pessoa pode alcançar seus sonhos. "Eu quero poder incentivar as pessoas a realizarem seus sonhos. Sei que jamais vou conseguir mudar o mundo, mas que eu consiga mudar a cabeça de uma pessoa que seja, já será uma grande vitória", concluiu a bailarina.


Via: G1
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