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Curiosidades Moda

Estilista cria linha para mulheres e homens cadeirantes

05:19:00

Foi depois de se inspirar em sua amiga de infância cadeirante e apaixonada por moda Izabelle Marquez que Andressa Salomone resolveu criar uma linha em que as roupas contemplassem também mulheres e homens cadeirantes.

As peças compostas de vestidos, macaquinhos, calças e shorts são todas adaptadas com zíperes e botões, que facilitam o manuseio na hora de vestir.

“As deficiências não podem ser tratadas como tabu. Toda a sociedade viverá de forma mais integrada e confortável se abordarmos esse tema com mais naturalidade”, afirma a estilista. No lançamento da linha, intitulada La Dolce Belle, Andressa fará um evento na quarta, com 20 cadeirantes que desfilarão ao lado de personalidades como Di Ferreiro e Isabella Fiorentino.

Via: cultura.estadao.com.br
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Curiosidades Moda

MODA INCLUSIVA: ESTILISTA BRASILEIRA CRIA COLEÇÃO ATEMPORAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FEITA A PARTIR DE RESÍDUOS PLÁSTICOS

14:54:00


Conforto, praticidade, funcionalidade, e claro, estética e design. Foi pensando nisso que a estilista de Porto Alegre Victoria Cuervo criou mais uma coleção de moda inclusiva, atemporal e sem gênero, pensada para todos os corpos. A inspiração do tema? Surgiu a partir da coleta de resíduos plásticos feita por ela e seus amigos nas praias do RS e SC. “Sei que isso é uma questão global e não será resolvida de um dia para outro, mas com o grande interesse das comunidades e projetos de limpeza nas praias, acredito que a diferença um dia poderá ser vista”, diz Victoria.


Brinquedos, escovas de dente, isqueiros e embalagens viraram as estampas das peças, que abordam de uma forma divertida um assunto sério e mostram a importância da conscientização de manter as praias e oceanos limpos, além do descarte de forma correta, eliminando parcialmente ou totalmente os impactos resultantes da acumulação de plásticos e materiais no meio ambiente. Ao todo Victoria criou cinco estampas diferentes feitas a partir da técnica de sublimação.


As roupas com estampas coloridas e adaptadas ganharam modelagens diferenciadas e fechamentos estratégicos para facilitar o vestir e despir, ao pensar em todos os públicos possíveis, democratizando assim a moda.

Victoria criou camisetas, vestidos, bermudas, blusas, casacos e macaquinhos em malha PET, algodão, moletom, neoprene, plástico e linho. Camisetas e vestidos foram fechadas nas laterais com velcro, zíperes nas saias e bermudas para facilitar na hora da troca de sonda, por exemplo.

Também há peças sem costuras nas costas, fechamentos em envelope para servir em todo mundo, elástico na cintura, recortes para quem usa a cadeira de rodas. Algumas adaptações que fazem a diferença, mas ela ressalta que as peças são para todo mundo.



O DESFILE: COLEÇÃO PLASTIC – MODA INCLUSIVA

Para lançar a Coleção Plastic, Victoria contou com um casting de anãs, cadeirantes, cegas, muletante, modelos profissionais sem deficiência e plus size, representando o melhor da inclusão.

Os acessórios usados foram feitos em borracha pela marca gaúcha Tun e os broches criados com o material descartado nas praias. O calçado usado foi sandália Flox da Melissa que é unissex e tem tamanho infantil que pode ser usado por uma das modelos com nanismo.

Tampinhas encontradas nas praias também viraram acessório no desfile da Coleção.
SOBRE VICTORIA CUERVO

Vitória Cuervo é formada em Moda pela Universidade Feevale em Novo Hamburgo, RS, e conta que começou a se interessar pelo assunto quando escolheu o tema em seu trabalho de conclusão de curso em 2009. Desde então, a estilista inclui peças adaptadas em suas criações.

A gaúcha já participou do Donna Fashion Iguatemi, onde uma cadeirante desfilou pela primeira vez, tirou segundo lugar no 3º Concurso Moda Inclusiva realizado pelo estado de SP e foi finalista do Premio Top XXI Design Brasil na categoria novos talentos com a coleção Caleidoscópio em SP.



As peças de Victoria foram pensadas com funcionalidades para cadeirantes, pessoas cegas, com nanismo e outras singularidades!





Padrões ideais? Ideal é ver é a beleza de todo ser humano como um todo! 

Fotos Ana Viana. Consultoria: Cris Otto. Styling As Modistas. Modelos Joy Model Management. Beleza Senac POA e Renata Flor. Locação das fotos: Estúdio SOho e Salão Átrio do Santander Cultural.

Via:followthecolours.com.br

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Moda

MODA INCLUSIVA - Conheça a moda pensada para todas as pessoas com deficiência!

14:42:00

Falar de moda inclusiva é entender que a moda hoje não atende uma parcela da população. Você já pensou na dificuldade que é colocar uma prótese na perna com uma calça jeans tradicional? Ou em como deve ser chato não saber a cor da própria camisa que você vai usar? "O mal é a falta de atenção", já diria Alex Castro. A estilista Silvana Louro não precisou passar por nenhuma dessas dificuldades nem ver ninguém da família em tal situação para prestar atenção na necessidade dessas pessoas. "A primeira coisa que me perguntam é se tenho alguém próximo com alguma limitação. Como se precisasse ter para me importar!",diz.

Um novo olhar para a moda inclusiva


Silvana é estilista e um dia se viu saturada do universo moda e buscou em um trabalho voluntário o respiro que precisava dar fora desse universo de modelos, maquiadores, etc. Quando resolveu voltar, aceitou o trabalho de fazer um uniforme para a paraolimpíada. Esse foi seu primeiro passo rumo a moda inclusiva, seu segmento atual e propósito de vida. Ela começou com uma pesquisa com seu público: atletas com deficiência. 


"Fui descobrir quais eram as demandas deles, me enfiei nas associações e fiquei muito isolada nisso. Estava fazendo pós, resolvi desenvolver um projeto de roupas adaptadas, que ficou na gaveta um tempão e eu tive que ir atrás por mim", conta.

"Ninguém ´comprava´ a ideia". A estilista teve de ouvir de seus colegas de profissão que suas roupas eram deprimentes e levou mais de um ano para achar uma modelista que topasse desenvolver as peças "Minha modelagem é 'torta' porque é funcional. E não tem nada de depressivo nisso. Assim como as grávidas tiveram suas roupas adaptadas, o segmento de plus size ganhou espaço pois tinha demanda, nós temos um público que precisa ser ouvido", argumenta.

A marca Equal moda inclusiva nasceu da observação das necessidades das pessoas com deficiência. As peças especiais têm modelagem curva acompanhando o design da cadeira, uma calça especialmente pensada para quem vai ficar o dia todo sentado, para que não fique aquele incômodo montinho de tecido atrás do joelho. O bolso traseiro da calça jeans para o cadeirante além de ser inútil ainda machuca. Mais uma solução para as calças são os zíperes laterais para facilitar a ida ao banheiro ou o colocamento de uma prótese. Para saias e vestidos a bainha foi aumentada. Sabe aquela saia que sempre sobe e temos que ajeitar na hora de sentar? E a blusa que fica emaranhada na região do abdômen? Esses problemas foram resolvidos retirando o excesso de tecido. 

Além de resolver problemas práticos, com as roupas feitas com ajuda de fisioterapeuta considerando as zonas de pressão, Silvana quis resolver problemas estéticos. "Ouvi dos cegos que eles realmente gostariam de saber a cor das roupas que estão usando. Pois às vezes a mulher ou alguém de confiança faz eles saírem com uma roupa que eles não escolheram e eles vão descobrir isso só na rua. Então desenvolvi uma etiqueta externa de silicone com informações em braile. Ficou perfeita", conta animada.

Praticidade sem abrir mão de qualidade e beleza

Trocar botões por velcro nas camisas pode ser uma solução prática, mas pouco estética. Silvana busca sempre aliar as duas coisas. "Troquei os botões por imã. Resolvido, são bonitos e muito baratos. Os tecidos tem que ter garantia de qualidade para durar mesmo com o atrito das rodas da cadeira. Coloquei zíperes de qualidade, esses sim um pouco mais caros, para facilitar o vestir em pessoas que têm dificuldade de esticar os braços", explica. O trabalho tem dado muito resultado, a loja existe há 3 anos vendendo online e já conta com lojas parceiras que revendem.

Mas ela queria mais, ela queria mostrar como é possível fazer moda inclusiva e sem perder em nada no lado estético. Silvana juntou marcas e modelos com deficiência para fazer editoriais de moda profissionais e ganhou um espaço para mostrar esse trabalho em uma revista com 25 mil exemplares que é distribuída gratuitamente. "Vou fazer agora meu quarto editorial. A minha intenção é tirar a pessoa da invisibilidade. Fui ousada, convidei grandes marcas e todo mundo me disse que sim. As pessoas estão receptivas, hoje. Ninguém me falou o que falavam na época. Então coloco minhas roupas adaptadas em modelos lindos, confiantes, junto com peças de marcas incríveis e o trabalho ganha outro valor", diz.

No futuro da moda inclusiva

Silvana não pára de criar nem de sonhar. O próximo passo que ela quer dar rumo a uma moda inclusiva de verdade é no ramo de peças de baixo. Novamente pensando em uma necessidade do dia a dia. Do que adiantam fazer calças que abrem lateralmente para facilitar a ida ao banheiro e não oferecer essa solução para as roupas de baixo? Então calcinhas com abertura lateral são o projeto número um desse sonho futuro. Ela busca pessoas que acreditem na causa e estejam dispostos a investir na ideia. Quem sabe essa pessoa não está lendo essa matéria nesse momento?

Via: Ana Maria Braga
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Curiosidades Moda

Concurso coroa primeiro casal de Miss e Mister Cadeirante do DF

05:17:00

Sob os olhares atentos de cerca de 300 pessoas, além dos 13 jurados, Kallyna Karolina Sampaio, 24 anos, e Kal Brynner, 28, foram escolhidos como os representantes do Distrito Federal no concurso que selecionou o primeiro casal de Miss e Mister Cadeirante do DF. Apesar de morar em Vicente Pires, Kallyna foi representante do Lago Sul e Kal Brynner, de Sobradinho. Os dois enfrentaram várias etapas de um processo que durou aproximadamente dois meses e agora vão representar o DF na competição nacional de Miss e Mister Cadeirante, que ocorrerá em novembro, também no DF.

A cerimônia ocorreu na noite dessa segunda-feira (7/8), no JK Shopping, em Ceilândia. O resultado foi divulgado por volta das 22h. A Miss e o Mister DF 2016 ficaram responsáveis pela coroação do casal escolhido. Kallyna foi uma das 11 concorrentes da noite. A jovem conta que pretende ser referência em moda cadeirante. "Eu nem me considero a mais bonita daqui, mas minha vontade de ganhar era enorme. E isso vai me ajudar a alcançar esse meu sonho", afirmou emocionada.


Há dois anos, a jovem sofreu um acidente que a deixou tetraplégica. Depois disso, Kallyna precisou deixar o curso de Direito, mesmo estando no oitavo semestre. A mãe dela, Elizabeth Silva, 49, disse que ela já trabalhava como maquiadora e nunca passou um dia sem estar produzida. A moda, inclusive, faz parte do universo dela desde a infância. "Quando mais nova, ela não podia ouvir o 'clique' de uma câmera que já inclinava a cabeça para o lado e fazia uma pose. Hoje, ela tem um canal no YouTube em que dá dicas de moda e maquiagem", contou a mãe. 

O sonho de trabalhar na área de Direito, no entanto, ainda não foi esquecido. "Apesar de não ter concluído o curso, ela pretende terminá-lo e, depois, fazer um curso de moda para produzir peças para cadeirantes", afirmou a mãe de Kallyna.


Além de Mister Cadeirante DF, Kal Brynner, é paratleta de canoagem. Há 4 anos, ele foi campeão no Pan-americano de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, na Cidade do México. Após saber o resultado, o jovem disse que a nova conquista só tem a agregar na carreira dele. "A gente tem um ano para ser Mister. Eu não sei como vai ser agora, mas pretendo me empenhar e mostrar a temática da inclusão para todos. Se for possível agregar isso com os esportes, melhor ainda", brincou.

Cerimônia

A noite começou com apresentações de música ao vivo e dança. Com jogos de luzes e músicas animadas, os participantes passaram pelo tapete vermelho da passarela duas vezes: na primeira, vestidos com roupas casuais; na segunda, com trajes de gala. Em cada uma das vezes, as concorrentes entravam acompanhadas por um candidato ao concurso de Mister DF Universo. Já os rapazes, por uma candidata do Musa DF Universo.

Carolina Cruz, 32 anos, é vendedora e amiga de Kallyna. Ela contou que também soube do concurso, mas não teve interesse em participar. "Preferi vir torcer por eles", afirmou. Ela  ainda acrescentou que a iniciativa promove uma maior visibilidade da pessoa com deficiência. "A gente também gosta de se vestir bem. Eventos assim trazem destaque para questões como moda inclusiva e acessibilidade", observou.

A mesa do júri foi composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, misses, misters, representantes de organizações não governamentais (ONGs) e procuradores federais. Eles avaliaram a presença de palco, a motivação, a alegria e a desenvoltura de cada um dos 23 candidatos.

O jurado e doutor em ciências da saúde Rinaldo Neves afirma que realizou pesquisas sobre os principais problemas enfrentados por paraplégicos. Segundo ele, dentre os principais estão aqueles voltados à autoimagem e à sexualidade. "Esse concurso resgata a autoestima e a autoimagem deles. E é muito importante que mostrem isso para que possam resgatar essas características em si mesmos. De um ponto de vista social e psicológico, esse tipo de coisa favorece a valorização pessoal", explica Rinaldo.

A procuradora federal e também jurada Nádia Porto concorda que eventos com essa temática colaboram com mudanças a nível social. "Minha avaliação foi voltada ao desempenho deles, no que concerne às limitações, e à iniciativa de cada um. E, de modo geral, achei a iniciativa extremamente louvável", ressalta. A estudante Andreza Santos, 30, também esteve na plateia para assistir à apresentação de uma amiga candidata, a miss Santa Maria, Jovelina de Oliveira. "Conheci a Jovelina na reabilitação do Hospital Sarah há seis anos. Esse concurso foi para mostrar os cadeirantes como homens e mulheres bonitos e bonitas. Por isso, não torci apenas para ela, como para todos os outros também", disse.

Pedido de casamento

Após o anúncio dos sete primeiros classificados em cada categoria, um fato pegou a plateia de surpresa. O representante da Asa Sul, Haliton Rodrigues, 20, emocionou a todos ao se declarar para a namorada, e também concorrente, Jaciara Guiamarães, 33. Haliton segurou as mãos da candidata da Asa Sul, pegou o microfone e pediu a moça em casamento. Depois de levar um tempo para se recompor, Jaciara, também emocionada, respondeu "sim". Os dois selaram o momento com um beijo, sob gritos e aplausos da plateia, que registrava tudo com celulares e câmeras fotográficas.


O casal veio de São Paulo há cerca de duas semanas, apenas para participar do concurso. Agora, os dois vivem em Brasília e foram escolhidos para representar a Asa Sul. Mesmo sem ganhar, Haliton e Jaciara saíram com novos planos. "Agora nós vamos planejar o casamento. E, depois, viajar. Viajar bastante", afirmou o jovem.


Confira os três primeiros colocados de cada categoria:


Miss Cadeirante DF


1º Lugar: Lago Sul
2º Lugar: Águas Claras
3º Lugar: Ceilândia

Mister Cadeirante DF


1º Lugar: Sobradinho
2º Lugar: Santa Maria
3º Lugar: São Sebastião

Via: Correio Braziliense
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Moda

Por que representatividade importa

16:29:00


Denise Gonçalves é designer. Na família, ela encontrou o combustível para usar a moda para expressar um propósito: o que serviu de dor no passado, acabou motivando o desenvolvimento de uma coleção de peças funcionais.

A inspiração tem origem nas memórias com o falecido irmão Ivan, cadeirante e dono de um estilo único que carregava em camisas estampadas e coloridas. Como eles tinham dificuldade em encontrar peças apropriadas, ficava para a mãe a tarefa de comprar tecidos e confeccionar as roupas.

Assim nasceu a coleção chamada Inclua essa concepção. Com o objetivo de atender as necessidades de pessoas deficientes, ela mesclou modelagens adaptadas e estampas exclusivas. Para facilitar não apenas a vida dessas pessoas, como de qualquer outro consumidor.

"Inclusão é agregar e não segmentar." 


Ela produziu um editorial cheio de Melissas, que traduz a beleza dessa ideia. "A Melissa é uma marca que quebra os tabus e trata de temas sobre outros estereótipos, sendo magnífico para a moda inclusiva."


Ela conversou com a gente sobre a importância dessa representatividade.

1. Quais foram os desafios encontrados no seu processo de criação?

Alguns tipos de modelagens para moda inclusiva realmente não são trabalhadas da mesma forma que modelagem comum. Porém a maioria das modelagens são comuns, até porque esse é um dos conceitos que usei: fazer roupas para pessoas com deficiência, mas que possam e sejam usadas por pessoas que não tem deficiência.


2. Você pretende ampliar futuramente a coleção? Continuar explorando a acessibilidade e inclusão na moda?

Esse é o meu verdadeiro sonho. Pretendo patentear o projeto e começar a criar algumas peças, sempre focando na moda inclusiva. Afinal, esse tema é extremamente importante e precisa ganhar seu devido espaço no mercado.

3. Como você enxerga o momento da moda atualmente para essa questão de inclusão especificamente?

A moda vem quebrando estereótipos e barreiras, mas a moda inclusiva ainda não ganhou o seu devido espaço. Eu acredito que a indústria da moda precisa começar a enxergar a moda inclusiva como um mercado consumidor e as pessoas com deficiência como profissionais.

4. Por que representatividade importa?

Estamos falando de cerca de 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no país. Pessoas que consomem mais do que cadeiras de rodas, muletas, andadores, etc. Pessoas que são vaidosas, mas que encontram dificuldade em comprar peças que se adequem ao corpo ou que as valorizem. Quando compram algo, são obrigadas a fazer ajustes por conta própria – o que acaba afetando a autoestima, por acreditarem não se encaixar neste mercado. 

A Heloisa Rocha, jornalista e criadora do Instablog Moda Em Rodas, por exemplo, tenta quebrar esse padrão estabelecido. Mas, mesmo usando peças do mercado comum, ela confessa ter dificuldade para se vestir e acredita que alguns ajustes nesse sentido já seriam de grande ajuda para esta população que, em termos gerais, é esquecida.

Confira o editorial:







Créditos

Modelos: Leticia Guilherme, Viviane Alvarez e Heloisa Rocha
Fotografia: Paula de Lira
Via: Melissa
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Curiosidades Moda

Ensaio fotográfico para PETITE JOLIE!

16:31:00

Tempinho atrás recebi um convite para fazer umas fotos usando alguns dos produtos da Petite Jolie, e é claro que aceitei.

 Fiquei mega feliz, porque além de já usar alguns calçados da marca, eles me deram  espaço em suas redes sociais para mostrar que nós, pessoas com deficiência, também somos consumidores e mesmo que não gastamos a sola de nossos sapatos, amamos calçados bonitos!

Veja algumas fotos que fizemos:

Além de lindo. esse tênis de oncinha é muito confortável. Ele é bem larguinho e tem a palmilha de um material liso que facilita muito pra gende calçar o calçado. E quem quiser, também pode dobrar a parte de trás do calçado e usar como um "tamanco".  Se você quiser comprar online, clique AQUI


SANDÁLIA FLAT FORM: Quando eu vi essa sandália, foi amor à primeira vista! Amo a combinação dourado com preto, e esse salto plataforma é muito indicado para cadeirantes pois não vira o pé e ainda o mantém retinho. Não é à toa que esse foi meu primeiro calçado de salto!

BOLSA SHAPE BAG:Essa bolsa é uma graça, ela é de um tamanho perfeito para cadeirantes carregar e tem a opção de colocar uma alcinha e carregar como "tira-colo".  Você pode comprar online clicando AQUI
 

Eu costumo usar muito sapatilha, pois acredito que ela pode ser usada em qualquer ocasião. Essa listradinha não é diferente, me apaixonei quando vi ela, sem dúvidas vou usar muito.

Enquanto diversas marcas ainda só apostam naquelas modelos "perfeitas", a Petite Jolie me deu a oportunidade de fazer parte disso e ao mesmo tempo mostrar que vivemos em uma sociedade composta de muita diversidade.

Entre no site da Petite Jolie e conheça a coleção: www.petitejolie.com.br




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Moda

Modelos Cadeirantes quebram os padrões tradicionais de beleza.

04:07:00

No século XXI ainda existem muitos preconceitos que em torno de pessoas com deficiência. Na indústria da moda, por exemplo, as pessoas com deficiência parecem ser considerado sem glamour e, de fato, há poucas marcas de moda projetados para pessoas com deficiência e as que existem não são particularmente atraente.

No entanto, eles começam a definir ações destinadas a fazer uma mudança neste sentido. Nos modelos New York Fashion Week 2015 desfilaram em cadeiras de rodas, de muletas, sem um braço ou uma perna. Desta forma, a empresa FASHION FTL em colaboração com a Fundação Vertical, uma organização italiana que trabalha para promover a investigação sobre a lesão medular, realizado no desfile do designer Antonio Urzi, conseguiu revolucionar a ponte mais famosa do mundo, quebrando padrões de beleza estabelecidos até agora e superar qualquer tipo de tendência transgressiva mostrado acima. O desfile visa incentivar e promover a investigação de lesões da medula espinhal.

Poucos dias assinatura Modelle & Rotelle, novamente em colaboração com a Fundação Vertical, organizada na Semana da Moda de Milão (Semana de Moda de Milão) faz um desfile que arrancou aplausos de todos sob a premissa de "A beleza é beleza, é apenas uma maneira de se organizar. " Eles desfilaram no modelos de passarela cadeira de rodas com modelos sem qualquer deficiência vestindo roupas semelhantes e mostrar que o mundo da moda é acessível a todos. Esta iniciativa ganhou e recebeu reconhecimento significativo por parte do governo italiano para o seu importante valor social.

Alguns exemplos...



No campo da animação, o artista italiano Alexsandro Palombo que usa sua arte como um instrumento social, daria visibilidade a este problema que afecta muitas pessoas e puxou uma cadeira de rodas Cinderela e outras princesas da Disney com diferentes deficiências físicas.

Na mesma linha, Pro Infirmis, uma ONG suíça trabalha com deficientes colocou a seguinte questão: por que todos os manequins nas vitrines são sempre perfeitos? Este problema levou um ano para criar a campanha de sensibilização "Para quem é perfeito?" reunindo um grupo de pessoas com diferentes deficiências físicas para torná-los uma réplica em uma fábrica e, assim, expor manequins nas vitrines das manequins Zurik imperfeitos ou apenas com uma beleza diferente.

Mobilidade no BATEC "têm sido sempre muito claro que os nossos modelos para sessões de fotos e vídeos tinham que ser em cadeira de rodas. Não faria sentido que as pessoas sem deficiência mostrassem ao mundo um produto como nossos handbikes, desenhados por e para pessoas que usam cadeiras de rodas."


Conheça outros catálogos em Batec Mobiliy.
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Moda

Moda Inclusiva 2016!

04:12:00



A inclusão na sociedade de pessoas com deficiência não se resume a questões técnicas, como a instalação de rampas ou a reserva de vagas no mercado de trabalho. Exige um pensamento mais amplo e ações que possibilitem a essas pessoas fazer suas próprias escolhas e ter independência e autoestima.

É com esse objetivo que a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, de São Paulo, promove todos os anos o Concurso Moda Inclusiva. O projeto incentiva jovens estilistas a criarem soluções que facilitem o cotidiano da pessoa com deficiência ou necessidades especiais, dando a elas autonomia para se vestir, seguindo as tendências do momento.

As roupas desenvolvidas contam com elementos como texturas e etiquetas em braile, que ajudam os deficientes visuais a identificarem as peças; frente e costas iguais, para ninguém se preocupar se está vestindo uma blusa do lado certo; fechos com botões magnéticos, mais práticos de manusear; zíperes nas pernas da calça ou nas laterais e mangas de um casaco, para facilitar o ato de colocar ou tirar a peça. 

Segundo a idealizadora do concurso, a preocupação de desenvolver uma moda adaptada não é apenas uma questão de conforto e praticidade, mas de fazer com que as pessoas com deficiência se sintam bonitas. E ela faz questão de ressaltar que são roupas comuns, que chamam a atenção pelo design e beleza, e não por identificar a pessoa como portadora de algum tipo de necessidade. A última edição, realizada no dia 15 de outubro, teve até um macacão pet, para um simpático cão-guia! Confira aqui como foi.


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Moda

Documentário aborda como pessoas com deficiência lidam com a moda.

05:52:00


De pouco em pouco, a moda caminha para a inclusão. Surgem marcas que oferecem collants e binders de vários tons de cor da pele, linhas de roupas que são desenvolvidas com o público LGBT e coleções feitas apenas em tamanhos grandes. Entre as minorias, estão também as pessoas com deficiência, que constantemente não são lembradas como consumidoras na moda.
“Nós somos corpos invisíveis para a moda”, afirma Michele Simões, estilista e autora do blog Guia do Viajante Cadeirante e do evento Fashion Day Inclusivo. Ela se tornou cadeirante após sofrer um acidente em 2006 - foi partir daí que se originou o projeto # MEU CORPO É REAL. Através de um minidocumentário, a estilista deu voz a pessoas com diferentes tipos de deficiência para falar justamente sobre como a moda não enxerga esse público como consumidores - e fazer essa indústria perceber isso. “A moda tem um padrão hegemônico. Será que é só esse corpo que existe? Então nosso corpo não existe", diz Michele.
A partir dos bastidores de um ensaio fotográfico, o vídeo mostra os problemas e desejos que pessoas com deficiência enfrentam ao lidar com moda. "Todas as roupas eu tenho que ajustar. Se tenho que ajustar, é porque a indústria não está preparada para me atender", aponta uma das entrevistadas. Outra, por sua vez, lembra a importância da representatividade: "eu gostaria de abrir uma revista e ver uma cadeirante, ver uma pessoa amputada".
No entanto, vale observar que o # MEU CORPO É REAL busca ir ainda além: a ideia é falar sobre corpos reais como um todo. No Instagram, por exemplo, o projeto compartilha fotos de outras minorias falando sobre a relação de seus corpos com a moda. E no fim, sempre há uma reflexão em comum: afinal, para quais corpos a moda trabalha?
Assista ao minidocumentário do projeto:





Fonte: Catraca Livre
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Beleza Moda

Salto Alto: POR QUE NÃO?

05:59:00
(Por Thaíse Maki)

     Todas as mulheres que gostam de um belo par de sapatos de salto podem e devem usá-los. POR QUE NÃO? Além de fazer você se sentir bonita, também te deixa se sentindo "mais mulher".
     Essa pode parecer uma questão óbvia,  mas para mulheres com deficiência não é tão simples assim.
    Ainda existem muitas cadeirantes e outras mulheres PCDs que não sabem que podem usar salto, também têm  aquelas que pensam uma, duas, mil vezes antes de calçar, e outras que realmente não devem usar para não se machucar.

Por que usar?

     Nossa parceira Alertúcia Viana (Consultora de Imagem Pessoal), diz: "não interessa a condição de cadeirante ou 'caminhante'.
"...Na minha opinião, os saltos mais altos como agulha com 12 ou 15 cm é indicado para situações esporádicas porque detona a coluna de quem anda e para as meninas cadeirantes podem gerar um desconforto de 'encaixe' nos pés ou no pedal da cadeira-de-rodas. Encaixar o sapato até pode acontecer, mas se a pessoa tiver mais de 1,60cm de altura as pernas podem ficar muito elevadas, os joelhos na altura no busto. Não sei mesmo se para o dia a dia alguém se sinta confortável!
     Aliás, o conforto (ou a falta dele) é uma das poucas reações as quais o ser humano não consegue resistir. Se você se sente super confortável com o seu salto fino, esqueça as teorias e vá ser feliz! NÓS CALÇAMOS SAPATO E NÃO MODA... SE TE FAZ FELIZ, USE!
Mas se você for como a maioria das mortais sugiro saltos menores. Guarde os saltos altos para as cerimônias de trabalho, fotografias, casamentos, balada..."

SIM x NÃO: Algumas dicas!

     Algumas de nós, cadeirantes, vamos encontrar "probleminhas" na decisão de usar um sapato de salto.
     Eu, por exemplo, preciso usar meias de compressão pois minhas pernas ficam um pouco inchadas enquanto fico sentada. Para "embolar a minha vida", ainda tenho espasmos que sempre "mudam" meus pés de lugar no pedal da cadeira, por mais parada que eu fique, ou que elevam a posição dos meus pés, fazendo com que a meia "enforque" a circulação das pernas... (Aff... e, ainda assim, amo meus sapatinhos de salto!!!!!!!!!!!! rsrsrsrsrs). Por isso, minha opção pelos saltos se limita a 30% das minhas escolhas e deixo para usá-los em ocasiões especiais ou quando não planejo ficar muito tempo sentada (2 ou 3 horas no máximo).


     Também é importante lembrar que:


1. Um salto escandalosamente alto é maravilhosooooooooooo, mas pode trazer uma sobrecarga imensa na sua coluna e principalmente na região do bumbum (#escaranão).
          Isso não quer dizer que você deve abandoná-lo, mas usar uma almofada de ar/gel que eleve um pouco o assento da cadeira nessas ocasiões, vai ajudar muito! 


2. A sandália (ou sapato) que não fica bem encaixada nos pés (se você tem os pés mais tortinhos ou mais encurtados, por exemplo), podem contribuir para o aparecimento de lesões. 
     Nesse caso vale pensar em escolher um calçado com a sola mais maleável. Se não resolver, imagine o que um elástico mais largo e um bom sapateiro podem fazer por você! (você pode pedir para aumentar o cumprimento da tira que prende a sandália à fivela; também pode pegar o seu sapato comum e fazer dele um modelo "Boneca". 


3. Se você tem o hábito de cruzar as pernas e ficar por um tempo maior nessa posição, não se esqueça de vigiar a circulação e alternar as pernas com mais frequência.
     Outra dica importante é a escolha do salto alto... Tudo depende da seguinte combinação: o formato do nossos pés e pernas + pedal da cadeira de rodas.

     Para quem tem as pernas mais curtinhas (e que não alcancem o pedal da cadeira), encontre um modelo de sapato/sandália de salto que se encaixe nos seus pés e pronto!
     Para as pernas mais cumpridas (e que fazem uso do pedal), um sapato com uma base maior (Ex.: Salto Anabela, Plataforma) pode ser uma boa escolha para o dia a dia, evitando que o pé escorregue para trás e eleve a frente dos pés, prendendo a circulação. E quando você decidir que é um salto Agulha (por exemplo) que você quer usar, a dica é arrumar uma faixa de velcro e encaixar na lateral do pedal da cadeira, de um lado ao outro (a faixa pode ser regulada de qualquer largura/altura e vai ficar atrás da sua canela, impedindo que os pés escorreguem para trás - quanto mais próximo da canela/tornozelo, menos o seu pé vai "empinar")




Dicas e depoimentos de nossas amigas e seguidoras!

"Quando sofri o acidente e me tornei cadeirante, achei que nunca mais poderia usar salto. Quando via minha irmã usando, eu chorava... No início eu só usava sapato baixo, porque acreditava que não conseguiria equilibrar minhas pernas com um salto. Minha lesão é parcial e com o tempo recuperei alguns movimentos e é obvio que isso colabora para que hoje eu possa ousar nos saltos, mas não ter movimentos não impede em nada de poder usá-los também, talvez não os mais finos e muito altos, pois eu também tenho certa dificuldade com eles, mas usar os mais estáveis. 
Aconselho começar pelos mais baixos e grossos, pra ir se adaptando, até que consiga usar um mais alto. Só não vale não tentar heim...rsrsrs
Sandálias e sapatos com tiras até o tornozelo, aconselho usar sempre uma pouco folgados. 
Outra dica, sapato de salto sempre 1 número a mais pra evitar de machucar os dedinhos. E o ideal é ir mudando as pernas de posição. Pra quem não tem movimento das pernas, é bom usar aquele cinto que impede de cair as pernas na parte interna, entre o pedal e a cadeira. E aí posicionar as pernocas apoiadas no cinto também." 
(Elaine Cunha)


O sonho de usar salto! - "Desde pequenina sempre quis usar salto, mas infelizmente não dava, minha mãe e minha irmã que sempre me ajudaram nas escolhas mas isso nunca saiu da minha cabeça. Vendo minha irmã e amigas usarem, sempre me deu uma "invejinha branca" kkkk...
Mas finalmente realizei esse sonho dia:16/7/2016. É um saltinho, na realidade,  mas me senti como se tivesse usando um saltão (quem sabe um dia chego lá!) rsrsrs,. Me senti muito mais mulher, realizada, plena e feliz!"
 (Robertinha Lanziere)


"Nós cadeirantes não andamos de salto mas exibimos ele no nosso pezinho, acredito que a diferença é que o nosso salto vai durar muito mais rs a elegância de estar sentada e com salto é muito maior do que estar de pé e não saber andar nele rs" 
(Rafaela Texeira)

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O uso do salto é para nós, mulheres, e não interessa se você está sob rodinhas ou não! 
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