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Como manter a saúde mental sendo pessoa com deficiência

07:58:00
Arte: @partes 


Já dizia o poeta: "A vida nem sempre é um mar de rosas", prova disto é este momento político tão delicado que estamos vivendo, em virtude do qual tantas pessoas estão desgastadas e com medo do que ainda vem pela frente. Como se isso já não fosse o suficiente, precisamos lidar com nossos conflitos internos e ainda enfrentar as velhas batalhas impostas pela sociedade.

Dia após dia as mulheres enfrentam o machismo, e, ainda, toda uma sobreposição de opressões, como no caso das mulheres negras, para as quais se soma a luta contra o racismo, e, para nós, as mulheres com deficiência, a luta contra o capacitismo.

Uma pessoa mentalmente saudável tem qualidade de vida e um bom desenvolvimento emocional, que possibilita a ela superar as diversas dificuldades da melhor maneira possível e manter pensamentos positivos em relação a si e ao mundo.

Com as mulheres com deficiência isso não é diferente, porém, muitas acabam tendo uma saúde mental abalada por não encontrar semelhanças de seus conflitos com os conflitos de outras mulheres. Até mesmo quando procuram ajuda de profissionais, elas se sentem incompreendidas, e, de fato, são, pois, poucas pessoas realmente se preocupam em entender o que cada uma delas passa.

Nesse cenário todo, como manter, e ajudar a manter, a saúde mental da mulher com deficiência? Falando sobre ela!

A realidade das Mulheres com Deficiência 

O capacitismo é nome dado a uma das formas de manifestação do preconceito social contra as pessoas com deficiência e está relacionado ao constante julgamento que a sociedade faz sobre a capacidade destas pessoas em serem ou fazerem algo.

Diariamente as mulheres com deficiência escutam perguntas como: "Como você conseguiu engravidar?", "como você conseguiu um(a) companheiro(a) tão bonito(a)?", "como você consegue criar seu(sua) filho(a)? Quem te ajuda?". Percebe que ao mesmo tempo que estas perguntas soam capacitistas, também são machistas?

As mulheres com deficiência são duplamente vulneráveis e discriminadas, além de possuírem alguma deficiência que as tornam alvos do capacitismo, também são mulheres, o que as fazem vítimas do machismo. Ao mesmo tempo, existem muitos casos de mulheres com deficiência que são também negras e vivenciam, concomitantemente, o racismo. Esses são algumas das sobreposições possíveis das discriminações que recaem sobre as pessoas com deficiência, criando situações de discriminação múltipla ou agravada.

Os padrões de beleza também pesam sobre as mulheres com deficiência, a auto cobrança por corpos "perfeitos" acaba sendo tão grande que elas evitam ao máximo olhar para si mesmas, pois não reconhecem corpos iguais aos delas.

Essa cobrança não vem apenas de nós mesmas, mas também pelas outras pessoas. Lembro de estar participando de uma conversa na qual uma cadeirante afirmou que se recusava a ser fotografada de corpo inteiro por “odiar" sua barriga - praticamente toda pessoa cadeirante tem sobrepeso por ficar sentada, é comum. Um profissional de psicologia estava presente e fiquei confiante que ele fosse falar algo positivo, mas sabe o que ele disse? "Fulana, quem sabe você tenta fazer uma dieta, eu posso te passar a minha. Perde a barriga rapidinho..."

Acredito que estas imposições e discriminações vivenciadas por estas mulheres se dão da forma mais velada de todas e, o pior, estão longe de ser desconstruídas, pois há poucos lugares que discutem o tema e falta a participação das mulheres com deficiência no universo feminista.

Sabemos que todo mundo passa por alguns sofrimentos em certas fases da vida, mas não temos como desconsiderar o fato de que esta sociedade machista, capacitista e racista (para apontar algumas formas de discriminação) em que vivemos proporciona o adoecimento mental das mulheres com deficiência.

É de extrema importância reconhecer e legitimar estas vivências e perceber a necessidade de cuidar e contribuir para uma boa saúde mental para todas nós!

Para fechar, ficam algumas dicas de como manter a saúde mental em dia:

- Mantenha sentimentos positivos consigo, com as outras pessoas e com a vida;

- Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações;

- Evite consumo de álcool, cigarro e outras drogas;

- Não use medicamentos sem prescrição médica;

- Pratique sexo seguro;

- Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com amigas e amigos e com a família;

- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.

Carol Constantino - Puta Blog 

Travesseiro ortopédico ajuda a melhorar a qualidade do sono

03:04:00


Travesseiro ortopédico: você tem um ou pelo menos já ouvir falar sobre ele? Se a resposta é não e você busca melhorar as noites de sono, deve ler este artigo até o final. O travesseiro ortopédico é um daqueles itens que a gente não imagina como viveu sem até descobrir todos os benefícios que ele traz no dia a dia. É claro para todo mundo que boas horas de sono são essenciais para um dia seguinte com mais disposição e produtividade. Mas, para dormir bem, é importante contar com os acessórios certos, o colchão adequado, uma roupa de cama confortável, e principalmente, um travesseiro correto. Neste artigo, nós falamos da importância de escolher um bom travesseiro para garantir aquelas horas de sono revigorantes e um dia seguinte livre das dores, acompanhe! 

O que é o travesseiro ortopédico?

O travesseiro ortopédico, também conhecido como travesseiro anatômico, é um acessório específico para que sua cabeça fique sempre na posição correta durante o sono. A grande diferença em relação aos travesseiros comuns, é que tem a borda mais alta (14 cm) e o centro mais côncavo (8 cm), o que preenche melhor o vão entre a sua cabeça e o colchão. Com isso, sua coluna e pescoço ficam alinhados, evitando lesões e dores mais sérias. Geralmente, é revestido em malha de algodão e enchido com poliuretano. O tamanho mais utilizado é 50 cm x 70 cm. 

Para que serve travesseiro ortopédico?

Nós passamos quase um terço da nossa vida dormindo, ou seja, é bastante tempo na mesma posição. O resultado é que as horas de descanso também podem ser responsáveis por melhorar, ou piorar, algumas dores no corpo. 

As dores podem surgir devido, em geral, à altura do travesseiro. Se for muito alto, os ligamentos do pescoço podem ser pressionados do lado de contato com o travesseiro, enquanto que o outro lado fica comprimido. 

Se o travesseiro é muito baixo, o efeito é praticamente o mesmo. Pronto, está aí o cenário para o surgimento de dores no pescoço ou na coluna. 

Para aliviar essa dor, é preciso garantir que a posição durante todas as horas de sono sejam corretas. Por esta razão, usar o travesseiro ortopédico adequado é tão importante. 

Quem deve usar este tipo de travesseiro?

O travesseiro ortopédico é indicado para praticamente todas as pessoas, seja para quem já tem dores no pescoço, ombro ou coluna, seja para quem quer preveni-las. 

Quem tem costume de deitar de lado na cama deve dar preferência a travesseiros de altura média, que se encaixem perfeitamente entre a cabeça e a cama. Gestantes, que normalmente dormem de lado, também podem se adaptar muito bem ao uso do travesseiro ortopédico. 

Como escolher travesseiro ortopédico cervical

Antes de sair às compras, a dica é se informar bastante sobre os modelos de travesseiro anatômicos existentes. Se alguém que você conhece já usa travesseiros ortopédicos cervicais, vale contar com indicações. 

Contar com a ajuda de lojas especializadas também é uma boa ideia. Em geral, os funcionários estão acostumados a responder a perguntas, tirar dúvidas, além de conhecer como ninguém as características de cada marca ou modelo. 

Mas caso você já tenha problemas relacionados a dores nas costas ou pescoço, é melhor contar com a ajuda de um médico ortopedista para fazer a recomendação mais adequada. 

Tipos de travesseiro ortopédico

O travesseiro ortopédico é aquele com o formato de ondas que acompanha a curvatura da cabeça, mas ele pode ser feito de vários materiais diferentes

Viscolycra, também conhecido como travesseiro da NasaA Viscolycra é uma espuma tecnológica que tem a propriedade de se moldar ao formato da cabeça ao deitar e voltar a sua forma original assim que se levanta e a pressão deixa de ser feita. 

Como é bastante agradável ao toque, o travesseiro da Nasa consegue ser muito confortável durante o sono. 

A tecnologia faz com que a espuma da Viscolycra também seja termoselável, deixando o travesseiro sempre com a sensação de frescor. 

Travesseiro ortopédico magnético

Também é possível encontrar modelos de travesseiro ortopédico com aplicações de pequenos imãs. O uso das propriedades do magnetismo são milenares. 

Os imãs ajudam a combater as dores musculares e até problemas como o estresse. Também acredita-se que a terapia feita com travesseiro magnético tenha efeitos ainda maiores se feita durante a noite, sem perturbar em nada o sono.
Manutenção do travesseiro ortopédico
Trocar o travesseiro deve ser uma tarefa repetida pelo menos a cada dois anos. Não importa o material do qual o seu travesseiro é feito, com o passar do tempo o uso diário causa um desgaste natural, além de um acúmulo grande de ácaros, que são muito prejudiciais, principalmente aos alérgicos. 

Para manter o travesseiro conservado por mais tempo, siga estas dicas que separamos:
  • Olhe a etiqueta: se o material permitir, lave seu travesseiro em lavanderias especializadas a cada seis meses;
  • Ao acordar, deixe o travesseiro em um local arejado, próximo às janelas, por exemplo;
  • Nada de guardar os travesseiros no armário ou baú assim que se levantar;
  • A menos que sejam feitos de Viscolycra, deixe seus travesseiros tomarem muito sol;
  • Colchões podem ser aspirados, mas mantenha o aparelho longe dos travesseiros para não deformar a espuma.

Conclusão

É possível ter o travesseiro ortopédico como um aliado no combate a dores de pescoço ou coluna. Apenas certifique-se de fazer a escolha correta e de cuidar bem dele. Assim, com certeza você terá noites melhores de sono para acordar melhor todas as manhãs.

Mulher com deficiência que foi mantida em cativeiro por 10 anos diz que sobreviveu pelas orações

14:49:00


Filadélfia, nos Estados Unidos, encontrou quatro portadores de deficiências trancados em um porão. Tamara Breeden, 36 anos, e outras três pessoas foram alvo de uma esquema de fraude para roubar sua aposentadoria por invalidez.

Uma das vítimas foi acorrentada à caldeira do porão, outra foi forçada a ficar nos armários sob a pia da cozinha. Breeden lembra que sofreu abusos, era forçada a urinar em um balde e dormia em uma tábua dura.

Em recente entrevista à NBC Philadelphia, Breeden revelou que sofria frequentes agressões de Linda Westin e outros dois homens. No entanto, ela conseguia se manter firme por causa de sua fé.

“Eu continuei orando a Jesus, orando a Deus, esperando voltar para casa e para minha família”, afirmou. Essas orações foram respondidas em outubro de 2011, quando um proprietário de terras soube das reféns escondidas no porão.

Westin fazia amizade com as vítimas com o propósito de receber seus benefícios da Previdência Social. Os promotores federais dos EUA dizem que nunca viram um caso como este.

Por mais de uma década, as autoridades contam que Westin e sua equipe mudaram suas vítimas de estado para estado, forçando-as a viver em condições deploráveis.

“Ela mentiu todos os meses para a Administração da Previdência Social sobre o uso do dinheiro”, disse o promotor norte-americano Richard Barrett. Pelo menos uma dúzia de vítimas foram sequestradas, incluindo algumas que morreram em cativeiro.

Westin está cumprindo uma sentença de prisão perpétua com adição de 80 anos em uma prisão em Virgínia Ocidental. Em setembro, o cúmplice Eddie Wright foi condenado a 27 anos de prisão. Outros dois homens também foram acusados ​​e condenados no caso.

Breeden, que deu à luz filhos em cativeiro, agradece pelo fim do pesadelo que viveu por uma década. “Sou simplesmente livre. Me sinto bem. Me sinto feliz”, disse ela.


Temer encaminha projeto sobre auxílio-inclusão a pessoa com deficiência

15:51:00


O presidente Michel Temer encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei que dispõe sobre o auxílio-inclusão para a pessoa com deficiência moderada ou grave, de que trata o artigo 94 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A informação consta de mensagem publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 30. O teor da proposta não foi divulgado.

Pela lei, terá direito ao auxílio a pessoa com deficiência moderada ou grave que: receba o benefício de prestação continuada e que passe a exercer atividade remunerada que a enquadre como segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social (RGPS); e tenha recebido, nos últimos cinco anos, o benefício de prestação continuada e que exerça atividade remunerada que a enquadre como segurado obrigatório do RGPS.


Resumidamente, quando esta lei de fato entrar em vigor as pessoas com deficiência que recebem o benefício de prestação continuada BPC-LOAS poderão trabalhar de carteira assinada que não perderá imediatamente o benefício, mas sim, gradativamente. 

Nosso dia é todo dia!

13:06:00


Hoje é dia Internacional da Pessoa com Deficiência, muitas vezes pensei que esse dia era como qualquer outro e não dava a mínima importância pra ele. Na verdade, eu não via motivos para comemorar pois não sentia orgulho nenhum em ter uma deficiência, passar tantas situações chatas e me sentia abandonada e esquecida pelo Governo, pela Justiça e por todas as autoridades.


Acredito que você também já se sentiu assim, quem nunca? Mas, vou te dizer uma coisa: Eu estava enganada! 

Com o passar do tempo eu fui me aprofundando sobre estes assuntos e você não imagina quanta gente do bem eu encontrei! Algumas pessoas até já morreram, mas também achei muitas pessoas "vivinhas da Silva" que se empenham em estudar, pesquisar, criar medidas para melhorar nossas vidas e que fazem da inclusão a sua missão. 

Helen Keller, Romeu Kazumi Sassaki, Paulo Paim... eu, você, aquela pessoa que briga por uma rampa numa loja, aquele colega que compra briga para ter acessibilidade na sua escola, muita gente que você nem conhece.

Infelizmente as coisas boas não são muito divulgadas, mas pode ter certeza que existe muita gente que briga por nós e que muita coisa ainda vai melhorar!

Por isso, vamos utilizar este dia para celebrar nossas conquistas até hoje, mas também para tomar um novo folego para juntos continuarmos a nossa luta incessante por uma sociedade mais justa para todos nós!

Conte comigo!

Conheça Lavinnya...

03:55:00

Olá me chamo Lavinnya, tenho 28 anos e moro em São José dos campos - SP. Meu acidente aconteceu do dia 22 pro dia 23 de dezembro de 2017. Eu estava voltando de um churrasco com mais 3 amigos às 1:30 da manhã mais ou menos, quando nos deparamos com um caminhão tombado no sentido contrário e metade do caminhão e a carga estava toda na pista, carga de malha de ferro. Nós quase batemos na carga, mas meu amigo conseguiu frear e passou pelo acostamento.

Mas foi aí que vimos o motorista do caminhão desmaiado no volante, a primeira atitude foi querer ajudar. Um dos meus amigos não queria parar, mas eu fiquei desesperada e um outro amigo meu tbm, querendo ajudar. Até que vencemos e paramos para dar socorro. 

Paramos e descemos do carro e logo atrás pararam outros dois. Fomos em direção ao caminhão, nisso veio outro carro e bateu no último carro de trás aí foi um batendo no outro. Muitas pessoas, assim como eu, correram para o canteiro, mas do nada surgiu outro carro que bateu e invadiu o canteiro.

Meu amigo gritou, " corre" e deu um pulo e fui levantar a perna pra pular, olhei pro lado só vi a luz vindo, e senti uma pancada. Eu achei que tinha me pegado de raspão, mas meus amigos disseram que bateu em cheio, me jogou pra frente, passou por cima de mim, e parou bem mais pra frente. 

Eu fiquei desmaiada por uns três minutos, a hora que voltei, já não senti minhas pernas.Não lembro de senti dor, eu lembro que eu gritava que não sentia as pernas. 

Enfim, fui pro hospital, fiz cirurgia, mas não sofri uma arranhão por fora, por incrível que parece, Tive duas lesões na coluna, t11 t12.

No começo foi muito difícil, mas hoje em dia eu agradeço, porque poderia estar em situação muito pior! Conheci pessoas que dariam tudo pra estar como estou... Então é isso, hoje eu já estou bem adaptada e feliz!!


MEC quer que alunos com deficiência possam frequentar apenas escolas e classes especiais

15:00:00

Termina nesta sexta-feira (23) a consulta pública sobre o texto preliminar do novo marco regulatório da educação especial, que permitirá a estudantes com deficiência frequentar apenas escolas e classes especiais, ou seja, deixar de frequentar as escolas regulares. De acordo com a nova Política Nacional de Educação Especial, a escola especial é indicada “quando barreiras nas escolas comuns não forem superadas, para a garantia da efetiva aprendizagem, participação e igualdade de oportunidades”. Grande parte dos pais, educadores e especialistas estão se manifestando contra a proposta.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a proposta é atualizar a legislação vigente. Atualmente, há mais de um milhão de matrículas de estudantes do ensino especial nas escolas públicas e privadas da educação básica. O texto, no entanto, traz pontos considerados polêmicos, como as escolas especiais. Para a advogada e vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Ana Cláudia Mendes de Figueiredo, permitir que a escolarização dos alunos com deficiência deixe de acontecer nas escolas e classes regulares “é um retrocesso”. A entidade participou das reuniões, junto com outros especialistas na área, mas diz que nenhuma de suas sugestões e ponderações foi contemplada.

Ana Cláudia defende que esses estudantes frequentem classes tradicionais e que as escolas sejam adequadas para recebê-los. Segundo ela, o texto proposto promove a segregação de alunos que “não conseguem acompanhar” ou ter pleno êxito escolar medido por avaliações e retoma “modelo médico da deficiência, pautado na incapacidade e na incompetência do aluno”.

O novo marco é, no entanto, elogiado pela coordenadora nacional de Educação e Ação Pedagógica da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), Fabiana Maria das Graças Oliveira. “Temos alunos que têm necessidade de ajuda e apoio intenso e adaptações significativas que dificilmente conseguiriam estar em uma escola comum. A escola especial é só esse caso”.

Segundo a relatora da Comissão de Educação Especial do CNE, Suely Menezes, a política, criada em 2008, ainda não está plenamente em prática. “A política de 2008 colocou o aluno com deficiência nas classes regulares. A política é estabelecida dentro de uma visão internacional que puxa o Brasil para adotar esses conceitos e atitudes internacionais, mas o Brasil não estava muito preparado”, diz.

Projeto isenta de IPI compra de cadeira de rodas

15:35:00

Projeto que libera de imposto a aquisição de cadeira de rodas está pronto para ser votado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O Projeto de Lei do Senado (PLS) 130/2011, do ex-senador Pedro Taques, tem parecer favorável na forma de um substitutivo da relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

O projeto original isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) as aquisições, por pessoa com deficiência, de cadeira de rodas. Além disso, a proposta também estabelece alíquota zero da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as vendas de cadeiras de rodas a pessoas com deficiência.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou a proposta com apenas emendas para alterar a expressão “pessoa portadora de deficiência física” para “pessoa com deficiência”.

De acordo com a relatora, as cadeiras de rodas, atualmente, já têm alíquota zero de IPI. No entanto, o Poder Executivo é livre para majorar o IPI do produto, em até 30%. A isenção não se confunde com alíquota zero, porque tem caráter perene e só pode ser revogada por outra lei aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional.

No substitutivo, a relatora adequou o projeto a atualizações de decreto e também suprimiu que a cadeira de rodas deve ser comprada por uma pessoa com deficiência.

— Se a isenção subjetiva não for suprimida, o projeto poderá piorar a situação dos cadeirantes, pois os submeterá a burocracia semelhante à existente na compra de automóveis. No substitutivo proposto, readequamos o texto do PLS de forma que não mais haja qualquer referência à condição do adquirente — explicou Lídice.

Lídice também tirou a redução a zero das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, que atualmente já está em vigor. Ao final, o substitutivo ficou apenas com dois artigos. O primeiro para isentar do IPI as cadeiras de rodas e o segundo para dizer que a lei entra em vigor na data de sua publicação.

Se for aprovado pela CAE, o projeto seguirá diretamente à Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para votação em Plenário.

Via: Senado

Foto de Kim Kardashian é reproduzida por mulher com deficiência que acaba sendo apagada pelo Instagram

15:13:00

Kim Kardashian é uma famosa socialite que se destaca na industria da moda, na televisão e por todo lugar que passa. Com mais de 120 milhões de seguidores em seu Instagram, ela posta fotos e recebe muitos elogios devido a sua grande sensualidade e beleza indiscutível. 


O mesmo aconteceu quando ela postou uma linda fotografia, digna de ser comparada com uma obra de arte, onde exibe um olhar intenso com seu "corpo perfeito" e cheio de curvas cobrindo apenas suas partes íntimas com um pequeno lenço e parte de seus seios cobertos por suas mãos.

Depois de ver esta imagem a influencer americana Alex Danci postou em sua rede social (@wheelchair_rapunzel) a reprodução da mesma cena trazendo apenas uma pequena diferença: Ela é uma mulher com deficiência e no lugar do corpo "perfeito", ela exibiu seu corpo real e cheio de amor próprio. 

Porém, diferente do que aconteceu com Kardashian, a foto de Alex foi denunciada e censurada pela equipe do Instagram que alegou que a imagem violava os termos de nudez e pornografia. 

Inconformada, Alex postou novamente a fotografia mas dessa vez com uma pequena censura para não ser apagada, e na legenda desabafou sobre o ocorrido:

"...Em 20 de outubro de 2018 postei esta foto, sem censura. Apenas algumas horas depois de postá-lo o Instagram a excluiu alegando que eu violava os "termos de nudez e pornografia". 
   Na minha foto meus mamilos e genitália estavam totalmente cobertos como os de Kim - praticamente a mesma foto... Mas o Instagram informou que a foto de Kim não havia violado nenhum termo. 
   Como pode ser? Como minha foto violou os termos de nudez e não a foto dela? Se isso aconteceu pelo motivo de eu ser uma mulher com deficiência/com um corpo com deficiência ou porque Kim é uma celebridade e eu não sou .. não é certo! 
   Ao deletar essa foto no Instagram, eles estão impedindo pessoas como eu a trazerem a representação e visibilidade sobre corpos com deficiência e impedindo de fazer com que as pessoas com corpos de TODOS os tipos se sentem sexys e confiantes com sua existência. 
   Eu coloquei a censura nesta foto para que o Instagram não a apagasse novamente ou desativasse minha conta. Eu não deveria ter que fazer isso só porque alguém estava desconfortável em olhar para o meu corpo. Eu mereço o mesmo que Kim para ter minha foto original. 
   Também mandei uma mensagem para o Instagram pedindo-lhes para colocar minha foto original de volta ... mas até agora não tive retorno... Vamos continuar a LUTA para mostrar que os corpos com deficiência do mundo todo existem e eles são SEXYs e devem ter direitos iguais nas mídias sociais. Eu continuarei dando poder a todos para serem belos em sua pele. A representação é importante. Vamos explodir essa merda..." Alex Danci.

Aline Carvalho também é uma mulher com deficiência e em sua rede social (@carvalholine) ela diz não concordar com a censura do Instagram: "...infelizmente o corpo da mulher com deficiência ainda é visto como uma santidade e pureza em que a sociedade prega que ele não pode ser visto, tocado e não pode ser considerado sexy. Extremamente chateada com a atitude infeliz do Instagram... Nosso corpo é normal, nosso corpo também tem beleza. É por isso que eu incentivo mulheres cadeirante a amar os seus corpos e buscarem a sua sensualidade, e se valorizar e mostrar o seu poder ao mundo."


A cada quatro mulheres, uma tem deficiência e mesmo assim seguimos invisibilizadas devido a um grande preconceito no que diz respeito aos nossos corpos. Precisamos normalizar e valorizar os corpos com deficiência para que assim sejam respeitados e vistos como belos.

Idoso condenado por estuprar e engravidar jovem com deficiência é preso em Osório (RS)

15:42:00

O homem, de 64 anos, foi sentenciado a oito anos de reclusão pelo crime cometido em 2010.Em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça, nesta terça-feira (20), um idoso de 64 anos de idade foi preso na localidade de Osório, no litoral norte do Rio Grande do Sul, após ser condenado pelo estupro de uma menina com deficiência de 16.

De acordo com a Polícia, o homem foi julgado e sentenciado a oito anos de reclusão pela Justiça referente ao crime, que ocorreu em 2010, quando o acusado, que era vizinho da vítima, aproveitou-se de uma situação e abusou da jovem no interior de um galpão.

Com o crime realizado pelo homem, a menina acabou ficando grávida e o caso acabou sendo investigado pela polícia da região de Osório.

Com as investigações, o homem acabou sendo descoberto por conta de um exame de DNA realizado pela Justiça.

Segundo o delegado responsável pelo caso, João Henrique Gomes, o acusado foi condenado por estupro de vulnerável, por conta de a vítima ter doença mental.

O homem foi localizado pela polícia dentro de sua própria residência, na região de Várzea do Padre, e foi levado para a delegacia, e, logo em seguida, encaminhado para uma unidade prisional da região onde cumprirá sua pena em regime fechado.

Conheça Diana...

15:36:00

Meu nome é Diana, moro no interior de Minas Gerais na cidade Monjolos. Tenho 23 anos e sofri um acidente de moto aos 18 anos, um dia antes de completar 19 anos. 

Eu estava com na carona do meu irmão, e infelizmente caímos em um abismo e voei uma distancia de 10m de altura e acabei caindo em um lugar cheio de pedras e em cima de uma caixa de marimbondos. 

Fiquei muito sonolenta e lembro apenas de escutar meu irmão, de pedir ajuda e não sentir as pernas. Graças a Deus nos viram e chamaram socorro e logo conseguimos ir para o hospital onde tivemos os tratamentos que estávamos precisando naquele momento .
Na queda acabei quebrando as vértebras T8, T 9 e T 10, elas foram direto para a minha medula. Minha medula teve uma lesão completa e eu perdi todos os movimentos e a sensibilidade de minhas pernas.

Fui para o hospital João 23 em Belo Horizonte e lá pssei pela cirurgia na coluna. Eu estava muito nervosa pois nunca tinha feito nenhum tipo de cirurgia e nem ficado internada em um hospital. 

Depois quando recebi alta do hospital, cheguei em minha casa e não sabia como que ia ser, muito menos minha mãe pois ela estava comigo e com o meu irmão operados. 

O meu irmão também quebrou a coluna mas não teve lesão medular, ele perdeu o movimento do braço direito. 

Passamos dias difíceis, eu estava muito triste por eu não consegui mexer e nem sentir as minhas pernas, chorei tanto. Eu não queria aceitar de forma nenhuma. Até que vi a superação do Fernando Fernandes e isso me ajudou ainda mais e me deu mais forças de viver e de tentar fazer o melhor sempre. Depois uma amiga minha me mandou a história da Paola Antonini, e  comecei a buscar histórias de vida desses dois. Hoje eles são a minha inspiração. 

Fui para o Hospital SARAH Kubitscheck, quando eu cheguei no hospital vi que o meu problema não era nada e isso me fez pedir perdão a Deus e agradecer. 
No SARAH comecei a me reabilitar, lá aprendi muitas coisas e hoje tenho uma vida bem melhor do que antes e sou muito mais independente. La eu também ganhei um órtese para ficar de pé e hoje eu consigo andar com ela.

Hoje eu sou tão grata por estar viva, por ter conhecido pessoas que eu nunca imaginei conhecer. Eu aprendi tanto,mas tanto que hoje eu só tenho agradecer a Deus por ele ter me dado uma outra vida. 

Depois deste acidente acabei sofrendo outro, onde eu e minha mãe fomos atropeladas por uma mulher bêbada. Eu estava na minha cadeira e minha mãe estava me empurrando e a mulher veio de ré.

A minha mãe trincou as duas pernas e tive a minha bexiga perfurada. Com isso, precisei passar por outra cirurgia, mas graças à Deus isso não me abalou e até me deu mais forças e vontade de viver .


Enfim... Hoje tenho maior orgulho de mostrar as minhas cicatrizes e mostrar para as pessoas que passam por essa situação que somos capazes de seguir em frente e que não devemos desanimar e nunca perder a fé em Deus. 


'Transexual nunca foi ser humano no Brasil', diz mulher trans com paralisia infantil

16:19:00

Anita Silvia foi abusada sexualmente ao longo da vida sob ameaças; hoje, ela enfrenta o preconceito por meio do teatro e mora em lar que já acolheu 253 LGBTs em vulnerabilidade social.



"A ferida cicatrizou, mas ainda dói. Sempre sangra um pouco". Foi assim que a transexual Anita Silvia, 31, definiu sua família, que a rejeitou quando ela tinha apenas 12 anos, após dizer que se identificava como uma menina quando ainda estava num corpo de menino.

Carioca de origem pobre e caçula em meio a 20 irmãos, Anita sofre de paralisia desde a infância e, já com as partes do corpo debilitadas, foi estuprada pelo vizinho dos quatro aos seis anos. O rapaz fazia isso ameaçando a criança de contar para os familiares dela o gênero e a sexualidade que ela revelava desde cedo.

"Foi uma violência física e psicológica e nada tem a ver com o fato de eu ser trans. Sou desse jeito desde pequena", conta. "Eu falei para a minha mãe a situação e levei uma surra, porque ela achou que eu estivesse mentindo. Preferi ficar calada a partir daí, com medo", recorda.

Agindo assim, Anita foi agredida em silêncio durante a vida toda. Quando confessou sua orientação de gênero, ela esperava acolhimento, mas recebeu um tapa no rosto e uma expulsão de casa como resposta da dona Josefa, sua mãe já morta.

O abandono precoce foi o prenúncio do que estava por vir de pior em sua vida. Sem dinheiro, falta de aconselhamento nos estudos e sozinha, ela foi aliciada por uma cafetina no Rio de Janeiro aos 12 anos, conheceu as drogas e voltou a ser abusada sexualmente por adultos - desta vez em troca de dinheiro.



"Nesse mundo, muitos homens nos procuram não para fazer sexo, mas para usar crack, cheirar cocaína, beber e fumar maconha. Não importa a idade que você tem", revela a mulher. "Passando necessidade e sem ajuda, a gente tem que aceitar. Ninguém se prostitui por prazer, mas por dificuldade na vida", completa.

Anita estudou até a 4º série e não sabe ler nem escrever. Há oito anos, ela se mudou para São Paulo e hoje se sustenta com um salário mínimo da Previdência Social - devido à sua paralisia.

A mulher morou em abrigos masculinos na capital paulista, o que gerou atritos devido a sua identidade de gênero. "[Em 2015], um dos conviventes [do Complexo Prates, no Bom Retiro] e mais 22 pessoas queriam matar com uma faca minhas amigas e eu quando denunciamos a LGBTfobia que eles faziam ao gritar meu antigo nome de registro, que é Fabiano", relata.

O filósofo e psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Martins, explica que o histórico de violência que Anita passou não é necessariamente fruto do abandono familiar, já que pode ter sido gerado por decisões pessoais.

No entanto, ele afirma que há um elo entre agressão doméstica e vulnerabilidade social. "O desprezo dos parentes não é uma relação de causa e efeito, mas de associação", diz. "Vínculos afetivos de amor na família são fatores de proteção e diminuem as chances das pessoas vivenciarem situações de violência, mas existem fatores externos. Não podemos julgar aquilo que não nos cabe", esclarece.

Quando o arco-íris ganhou cor

Em 2016, após idas e vindas pelo mundo da prostituição e de ser agredida física e verbalmente em abrigos da capital paulista, Anita Silvia encontrou amparo na então recém-inaugurada Casa Florescer, um centro de acolhimento para transexuais.

O espaço, da Prefeitura de São Paulo, já acolheu 253 mulheres. Destas, 54 conseguiram conquistar total autonomia, com trabalho fixo e moradia, após usar o local como um suporte para recomeçar a vida. "Uma delas foi excluída da família, morou na rua, se drogava e se prostituía. Quando veio para a Casa, ela conseguiu melhorar a saúde, se capacitou profissionalmente e hoje está empregada e com casa", diz o gerente da Florescer, Alberto Silva.

Com serviços de assistência social, atendimento psicológico e eventos culturais, o lar abriga 30 mulheres trans atualmente. No final de outubro deste ano, quatro delas conseguiram emprego, segundo o gestor. "Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida delas. Temos duas moradoras com deficiências e que são bem eficientes, pois possuem uma história de vida muito rica e que mesmo diante dos desafios, lutam diariamente [pelo direito de serem quem são]", aponta ele.



Agora longe de albergues que desrespeitam sua identidade de gênero, Anita diz se sentir em casa e demonstra autoestima ao falar de si. "A sociedade tenta me descrever como uma coitada, mas ser negra, cadeirante, analfabeta e adicta não me faz sofrer mais ou menos que ninguém. Me sinto como qualquer outra mulher cis ou trans", afirma.
'Não tenho medo de virar estatística'.

A violência que Anita encarou ao longo da vida é um espelho da realidade nacional: o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, com 868 pessoas assassinadas entre 2008 e 2016, segundo a ONG Transgender Europe. Apesar dos dados, a mulher afirma que não tem medo de morrer e entrar para a estatística.

"Meu único temor é não poder ajudar a combater a transfobia", diz ela, que fundou o Mexa, grupo LGBT que se manifesta contra o preconceito por meio de apresentações teatrais. A ideia veio da paixão de Anita pelos palcos, cultivada desde a adolescência.

"A gente escolheu a forma cênica, o humor e o drama para cutucar a sociedade. Só ficar falando é chato, então explicamos a transfobia de uma forma que as pessoas consigam entender", afirma no site do coletivo. "Transexual nunca foi ser humano no Brasil, somos apenas números, mas a esperança é a última que morre", completa.

O psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual, Alexandre Saadeh, explica que o Brasil tem uma dívida histórica com os transexuais desde o período da ditadura militar. "Era uma população que não existia, especialmente a adulta, e que não podia operar por impedimento da Justiça", afirma.

A proibição ficou marcada na época pela prisão do médico Roberto Farina, que realizou a primeira cirurgia de mudança de sexo do País em 1971. Cinco anos após o procedimento, o Ministério Público de São Paulo descobriu o caso, denunciou Farina por lesão corporal gravíssima e considerou Waldirene vítima - mesmo tendo sido operada por vontade própria.

O preconceito era justificado pelo artigo 129 do Código Penal, que dá pena de três meses a doze anos por violência contra a integridade física. No entanto, em 1997, o Conselho Federal de Medicina conseguiu aprovar a resolução nº 1.482, em que afirma que a mudança de sexo não constitui mais crime.

"Tivemos um avanço de lá para cá, mas o Brasil ainda é uma colcha de retalhos. Em São Paulo, há iniciativas interessantes para a população transexual, mas é muito difícil a montagem de ambulatórios no resto do País. Quase não existe o interesse público ou a possibilidade de trabalhar com essas pessoas", analisa Saadeh.

A mudança de paradigmas e o aumento das oportunidades faz Anita se sentir otimista com o futuro. Ela pretende operar as genitálias para ficar, fisicamente, do jeito que sempre sonhou. "Eu cansei de entregar minha vida aos outros. Quero ter uma vagina por mim e para mim. Ela não vai ser de ninguém", assegura.

Leia 71 Leões, o livro de Lau Patrón sobre maternidade especial, dor e amor

14:40:00

Lançado pela editora Belas Letras (confira as datas das sessões de autógrafo ao fim deste texto), o livro conta a história dos 71 dias em que Lau morou no hospital para acompanhar a primeira internação do filho, o pequeno João Vicente. Com um ano e oito meses João sofreu um grave AVC. Foi assim que uma doença raríssima chamada Síndrome Hemolítica Urêmica foi descoberta - e foi quando Lau nasceu como mãe especial.

Nessa entrevista, a autora contou um pouco sobre como foi o processo de organizar as ideias e colocar no papel toda a trajetória entre médicos e enfermeiros: “voltar naqueles dias, naquela dor, entrevistar as pessoas que estavam lá comigo, desenhar um mapa dos acontecimentos, foi um processo terapêutico, em primeiro lugar.

Foram vômitos. Um abrir de feridas bastante intenso. Depois precisei questionar o porquê disso tudo ser publicado. E aí, entendi que tive uma forma de lidar com a dor bastante saudável, dentro do possível, e que contar isso sem enfeites poderia ajudar outras pessoas na mesma situação, e outras pessoas em situações completamente diferentes, porque no fundo, dor é dor, entende?”.

O livro é uma espécie de diário formado por cartas de Lau para João e também por narrativas sinceras e cruas sobre o dia a dia na UTI, os medos enfrentados, as descobertas feitas. Tudo com muito pé no chão e sensibilidade - e passando muito, muito longe da romantização do sofrimento materno. Nas palavras da autora: “uma mãe nunca é só uma mãe. É uma mulher, uma filha, uma namorada, um turbilhão. Tem tristeza e alegria no mesmo corpo”.

Outra iniciativa da Lau prevista para este ano era a primeira palestra sobre os temas abordados no Avante Leãozinho, o que aconteceu em uma TED Talk emocionante, que você confere abaixo.


Menino ‘cria’ bicicleta para pedalar com primo cadeirante

14:40:00


Além de primos, Lisandro, 11 anos, e Simón, 10 anos, são melhores amigos. Durante um bom tempo Lisandro foi privado de algumas brincadeiras com Simón, como andar de bicicleta.

O garoto é cadeirante, pois nasceu com espinha bífida, uma má-formação congênita que ocorre quando a espinha do bebê ainda no útero da mãe não se desenvolve por completo.

Simón sempre quis a companhia de Lisandro nas suas pedaladas pelas ruas de Laboulaye, na província de Córdoba, Argentina. As informações são do jornal La Voz.

Então, ele começou a pesquisar na internet maneiras de levar Lisandro nas suas aventuras. Simón descobriu uma bicicleta com um assento lateral e levou uma foto do modelo para o ferreiro Ariel Birche.

“O senhor poderia fazer esse invento para a gente?”, perguntou Simón. Birche ficou comovido com o pedido, pois já conhecia a amizade dos garotos. Ele aceitou o pedido, mesmo sem saber se conseguiria criar a bicicleta do zero.

“Fiz tudo com ferros velhos, a bicicleta eu pedi para um homem no lixão. Aproveitei tudo o que consegui. Eu acho que eles vão aproveitar bastante, sempre os vejo em todos os lugares juntos”, explica o ferreiro.

Birche entregou para Simón uma bicicleta com um espaço onde Lisandro consegue subir com sua cadeira de rodas. Colocou até manivelas no assento, para que o esforço de pedalar não fique todo para Simón.

Lisandro conta que é muito bom ter a amizade de Simón e que o primo o ajuda em tudo. “Sempre vamos à praça, mas agora com essa bicicleta vamos para todo lado”, diz ele. “Não temos limites. Somos capazes de fazer qualquer coisa, à medida em que tenhamos um ao outro.”

credito da foto: Reprodução/Todo Notícias

Via: razoesparaacreditar.com

Marcos Mion apresenta projeto sobre autismo: Vai mudar a vida de milhares de famílias

13:53:00

Marcos Mion mostrou um momento especial na quarta-feira, dia 7. Ele mostrou que estava em frente à Prefeitura de São Paulo, e que teve uma reunião sobre um projeto especial:

Eu e a Cíntia [Araium, assessora dele] acabamos de sair da prefeitura com um projeto que tenho há muito tempo, e acho que agora vai sair do papel.
E adivinha sobre o que é o projeto? Uma das causas que Mion mais ama, a inclusão de crianças e adultos no espectro autista:

É um projeto que eu tenho certeza que saindo e tendo a chancela, a prefeitura abraçando, vai mudar a vida de milhares de famílias com crianças autistas. Em breve! Tudo dando certo, torce aí.

Já estamos com as antenas ligadas para saber o que ele planeja. 

Você também pode melhorar a sua vida e de muitas pessoas ai na sua cidade, basta ir até a Câmara de Vereadores e solicitar a criação de algum projeto seu. Faça sua parte pois juntos somos mais fortes!

Caso já tenha feito isso, nos envie um e-mail e conte como foi cantinhodoscadeirantes@hotmail.com 

Conheça Helena Elisa...

15:02:00

Sou Helena Elisa Teixeira Machado, tenho 21 anos, nasci com asfixia neonatal. 

No dia do meu nascimento o médico perguntou ao meu pai se ele queria me deixar lá porque eu só tinha seis meses de vida, mas meu pai respondeu que "Deus colocou na porta dele e não na porta dos outros" por isso escolheu ficar comigo.

Quando eu era pequena eu não conseguia caminhar, só conseguia gatinhar, mas comecei a fazer fisioterapia e agora eu caminho bem!

A minha adolescência foi muito difícil porque eu queria ficar c
om meninos mas eles tinham preconceito e maioria das vezes me xingavam. 
Eu ouvi de um menino que não ia ficar comigo porque sou cadeirante, que não queria passar vergonha do meu lado e etc... Lembro de ter chorado demais por uns dias.

Mas, mesmo assim eu ficava com alguns meninos que não eram preconceituosos. Hoje em dia está menor preconceito e com isso tenho uma vida sexual ativa, é super bom e tem que adaptar na hora.

Desde meus sete anos eu estudei numa classe especial, aprendi muitas coisas com professoras Odete, Fernanda e Maria Angelina e era muito bom . Mas passei na classe especial e fui pra classe normal, foi um desafio muito grande mas me adaptei e vou me formar do nono ano.

Eu faço ballet inclusivo todos sábados na hípica, amo dançar e me sinto totalmente livre, amo me apresentar.

A minha professora de ballet, Andréa Braga, é nota 10 e o que ela faz não tem preço nenhum que pague. Eu vou dançar solo ela está me ajudando muito mesmo e estou muito feliz por isso!

O meu instagram é @helena8756 me segue lá pra gente ser amigos.


Pai chora ao fazer desabafo após filha autista ser vetada em natação e viraliza

03:10:00

Deyvid Michel fez uma transmissão ao vivo após sair do clube que rejeitou a matrícula da filha e, ao tentar contar o que aconteceu, não conteve a emoção

O professor Deyvid Michel mora em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e recentemente passou por uma situação de discriminação que o deixou abalado. Ele é pai de uma menina autista e diz não ter conseguido fazer a matrícula dela na aula de natação em um clube da região por conta do transtorno que a filha possui.

Assim que saiu do Rádio Clube de Campo Grande, o pai fez uma transmissão ao vivo no Facebook, na qual chora e desabafa. “Acabei de pegar meu reembolso porque minha filha, aquela princesa, foi excluída. Não deixaram ela fazer natação. Exatamente, não deixaram minha filha que é autista fazer natação”, afirma no vídeo.

Deyvid conta que o clube usou como justificativa que não tinha estrutura para atender pessoas especiais e indicou procurar profissionais extras no clube. “Vou tentar me acalmar aqui. Peço que as pessoas compartilhem para [que as pessoas possam] entender que clube é esse, que não tem inclusão, em que mundo nós estamos?”, questiona o pai indignado.





A sensação de saber que a filha foi excluída por algo que não é culpa dela deixou o pai arrasado. “Só quem tem filho sabe do que eu estou falando, talvez saiba a dor. Poucos já me viram chorar, mas eu preciso mostrar a gravidade do que está acontecendo. Resumindo a ópera, simplesmente, minha filha autista não pode fazer natação no maior clube da cidade”, fala.

Durante a transmissão ao vivo, o pai conta que o clube foi escolhido porque é o mais próximo da casa dele e, como sua esposa não dirige, a proximidade facilitaria na hora de levar e buscar a filha nas aulas. Como a menina não foi aceita, os pais procuraram outro lugar e uma academia aceitou a matrícula dela sem contestar. O professor conta que sua pequena já começou as aulas e que ela está muito feliz em fazer natação.

O repórter entrou em contato com o Rádio Clube de Campo Grande, e o presidente do local, Renato Antônio Pereira de Souza, deu o seguinte posicionamento:

“O que aconteceu é que esse pai foi ao clube, que tem fins recreativos e não lucrativos, e fez uma adesão para ser um sócio contribuinte falando que queria colocar a filha na aula de natação.

Mediante a isso, a menina foi encaminhada para o departamento de esportes do clube para poder fazer as verificações gerais e, nessa ocasião, o pai disse que a filha tem autismo. Os professores não são treinados e nem capacitados para atender pessoas com necessidades especiais e eles não conseguiram atender a menina em uma aula experimental.

Dissemos que não tínhamos condição de atender a menina autista, mas o pai insistiu. O que estamos fazendo é protegendo o clube e a criança, que poderia correr riscos na aula. Ressalto que a filha dele não foi matriculada, o valor que foi devolvido na integralidade foi o que ele pagou para ser sócio do clube.


O comovente vídeo já possui mais de 26 mil visualizações e quase mil compartilhamentos. Nos comentários, as pessoas estão dando apoio ao pai e dizendo que é um absurdo o clube não ter estrutura para receber uma criança autista .

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