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"Uma cadeira de rodas, mil e um desejos" - E-book de Gabriel Aguiar

16:55:00


Na tentativa de quebrar paradigmas, Gabriel Aguiar decidiu escrever um livro em formato digital contanto a história de uma moça de família tradicional que se envolve com um jovem cadeirante que trabalha em uma livraria da universidade.

A ideia surgiu depois que uma pessoa disse ao autor que ficava surpresa com tanta coisa que ele conseguia fazer mesmo sendo cadeirante, com isso ele iniciou seu livro abordando vários assuntos, assim como questões de sexualidade.

Veja a sinopse do livro:
"Esta não é uma história com cadeirante igual as que vocês estão acostumados a ver, onde os cadeirantes só se envolvem com seus cuidadores e que não tem vida social. Se querem saber um pouco de como é a vida dos cadeirantes em sua grande maioria, esse é o livro certo.

Dois jovens se conhecem, se apaixonam, mas são totalmente diferentes um do outro, a principal diferença é que ele é um cadeirante de família simples que trabalha numa papelaria dentro de uma faculdade e ela faz medicina na mesma faculdade. ela é de uma família tradicional do interior com fama de serem preconceituosos; Mas os dois provam que o preconceito não pode vencer o amor e começam uma vida de aventuras e muito sexo em lugares e de maneiras que você não pode nem imaginar. No final das contas, ele ser um cadeirante nem é uma diferença tão grande entre os dois."

O e-book é indicado para o público maior de idade, e pode ser adquirido de forma gratuita com o aplicativo "Wattpad" é só baixar na PlayStore ou AppStore. É só fazer um cadastro rápido, pode logar com o facebook ou conta google mesmo e pronto! Só pesquisar no Wattpad "Uma cadeira de rodas, mil e um desejos"

 A obra não está finalizada, toda semana Gabriel posta um capítulo. Baixe agora o app e leia essa aventura que mostra um pouco da realidade de muitos cadeirantes.

Quem tiver maiores dúvidas, entre em contato com Gabriel pelo instagram @gabriel_aguiiar

Enquanto os dentes - Dica de leitura

14:56:00


Tem coisas na vida que achamos que só acontecem com os outros, como por exemplo: nos tornarmos cadeirantes. É algo tão rápido que de um dia para o outro, ou em segundos,  a pessoa passa a ter a cadeira de rodas como sua companheira diária.

Alguns acreditam que são os únicos que passam por isso, mas sabemos que não é verdade, pode acontecer com qualquer um. Assim como mostra o livro "Enquanto os dentes" do autor Carlos Eduardo Pereira. 


O romance misturado com ficção conta a história de Antônio, um ex marinheiro de classe média, que depois de 20 anos sem falar com o pai viu a necessidade de voltar para casa mesmo contra sua própria vontade.  


Durante o percurso até a casa onde cresceu , além de narrar toda a falta de acessibilidade que enfrenta pelas ruas e à barca,  Antônio passa a rememorar situações vividas em sua infância, em sua juventude e também quando sofreu o acidente que transformou completamente sua vida, o deixando na cadeira de rodas. E em cada lembrança, ele vai revelando pouco a pouco sobre sua vida.

Porém, a história não se resume apenas a isso,ela traz momentos de reflexões sobre opressão, intolerância, relacionamento familiar, opção sexual e discriminação... Assuntos que raramente são associados às pessoas com deficiência, mas que são necessários falar.


Depois de receber o livro e de ler em apenas três dias, fiquei impressionada por tantos detalhes narrados e que realmente acontecem em minha vida como cadeirante. Então, decidi pesquisar sobre Carlos, o autor, e descobri que ele também é cadeirante mas que a história contada, não é dele.


Acredito que essa semelhança acabou contribuindo de alguma forma para a leitura ser tão prazerosa e cheia de emoção





Tenho certeza que você também irá gostar de conhecer o Antônio, pois muitos desafios que o personagem enfrenta, são enfrentados por todos cadeirantes que vivem essa mesma realidade. 

Ficou interessado(a) em ler também? Então visite o site da Editora Todavia e adquira já o seu exemplar! 

MENTIRA PERFEITA - lindo romance que tem cadeirante como um dos personagens principais

05:21:00

"Mentira perfeita" é o Spin-ff (continuação) de "Procura-se um marido" escrito pela escritora Carina Rissi. 

Quem já leu algum livro dela sabe que sempre têm uma história criativa, envolvente e surpreendente, é claro que "Mentira perfeita" não seria diferente...

Nessa gostosa leitura, você conhce a história de Júlia, uma garota responsável, dedicada e muito preocupada com sua tia Berenice que está passando por um momento delicado, precisando urgente de um novo coração. Mas para que ela aguente a espera Juju faz de tudo para agradar sua tia, inclusive mentir que está namorando, fazendo com que tia Berê tenha uma melhora notável.

Acreditando na mentira e mesmo sem conhecer o pretendente de sua sobrinha, Berenice contrata um casamento dos sonhos para o casal.

Não vendo outra saída, a não ser seguir com o plano, Júlia acaba conhecendo Marcos Cassani que também está precisando de ajuda e que se oferece para finger ser seu namorado em troca dela fingir ser sua cuidadora.

Pois é, Marcos é cadeirante e depois de já estar adaptado, sente-se pronto para morar sozinho. Porém, sua família o super protege e exige que ele só poderá morar sozinho se tiver uma cuidadora. E é nessa hora que Júlia entra...

Depois disso, o casal começa a passar um tempo juntos, fazendo com que Júlia veja de perto como é a vida de um cadeirante, podendo conhecer suas dificuldades e também suas liberdades.

Com o passar do tempo, ambos vão se conhecendo de verdade e algo muda entre eles. Sabe aquele frase "no coração a gente não manda"? Pois é, nessa história foi provado que isso é verdade...

Mas acho melhor eu parar por aqui e não contar mais nada. É bem difícil eu conseguir me controlar, pois eu gostei tanto desse livro que tenho vontade de falar sobre ele, por horas... 

Uma das coisas que mais gostei foi a Carina Rissi ter colocado um cadeirante como um dos personagens principais, mas sem dúvida, o que eu AMEI mesmo foi a forma que ele abordou a deficiência nessa história. Até parece que ela já foi cadeirante um dia, pois conta cada detalhe com muita naturalidade, conseguindo fazer que qualquer pessoa ao ler o livro enxergue Marcos como uma pessoa normal que simplesmente usa uma cadeira de rodas.  

Se eu indico esse livro? É claro que indico! Você vai amar "viver" esse romance e torcer para que tia Berê possa ver sua sobrinha Júlia casando com seu príncipe encantado!

"Como Eu Era Antes de Você" - Amar ou Odiar o filme?

05:15:00


Um dos assuntos mais comentados no momento é sobre o filme "Como Eu Era Antes de Você" que foi baseado no livro de Jojo Moyes, e agora está nas telonas do cinema.

Tem gente amando e tem gente odiando. Confesso que eu também tenho motivos para amar e odiar ao mesmo tempo, saiba porquê:

O personagem principal, chamado William Traynor (Will), era um jovem muito ativo e acabou sofrendo um acidente que o tornou tetraplégico. Por necessitar de assistência de outra pessoa, a família contrata uma jovem garota, chamada Louisa Clark (Lou), que estava precisando muito de um novo emprego.
Mesmo com todo seu jeito rabugento e tentando, de todas as formas, manter Lou a distância, Will não consegue resistir ao jeito desajeitado da garota e acaba sendo cativado por ela. Lou, por sua vez, foi conhecendo cada vez mais Will e depois de um tempo acaba se apaixonando por ele.
Essa é a parte que amei, pois é lindo ver os dois se entregando ao sentimento e aproveitando juntos momentos super agradáveis e engraçados. Realmente apaixonante!

Porém, devido Will não ter aceitado bem a sua condição, ele opta em por um fim em seu sofrimento de uma forma "polêmica"! E é justamente por isso que tanta gente (e eu também) odiou essa história. 

Há quem vá assistir e ter a conclusão que ser cadeirante é horrível e que não há muita saída pra isso mesmo, outros não irão concordar com a escolha dele, e vão ficar frustrados com o final do filme.

Já ouvi todo tipo de comentário sobre o filme: Que o filme é lindo, exatamente fiel ao livro... que a história de amor é encantadora... que o Will é muito egoísta... que não entenderam a posição da família dele... que a Lou não deveria ter deixado fazer a vontade dele... e muito mais!

Lembro que quando li o livro, pensei duas vezes antes de fazer uma postagem sobre ele, porque no primeiro momento eu (que também sou cadeirante) fiquei com medo dessa história passar uma mensagem negativa e acabar desanimando os outros cadeirantes e prejudicando a aceitação da deficiência.

Porém, acredito que muita gente vai se identificar um pouco e perceber que a morte realmente não é a melhor opção, que mesmo com tantos obstáculos podemos aproveitar a vida da nossa maneira. E também espero que todos reflitam e levem para a vida uma frase que o próprio Will fala:

 “Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível."

Wonder - Filme baseado no livro que conta a história de menino com deficiência facial

06:12:00

Foi confirmada e divulgada a notícia da adaptação cinematográfica do livro Extraordinário:
O diretor escolhido para o filme Extraordinário foi John Krokidas.

O livro da autora R. J. Palacio conta a história de August (Auggie Pullman) , um garoto que nasceu com uma deficiência que se manifesta no rosto.

Por conta dessa deformação Auggie passou muito tempo longe da escola, mas então seus pais decidiram que ele deve começar a vida escolar como toda criança. São vários capítulos sendo que cada um é um personagem diferente contando a história de Auggie, seus medos e sua superação por ser “diferente”. É uma história emocionante que ensina muito, além de ter uma temática muito popular como o bullying.

Julia Roberts, assinou contrato com a Lionsgate para o longa Wonder, que será adaptado de um best-seller sobre um menino com uma deformação facial. O garoto em questão não poderia ser interpretado por ninguém menos que a criança mais querida de Hollywood atualmente, Jacob Tremblay, que conquistou muitos corações após sua atuação em O Quarto de Jack.


No filme, Roberts irá interpretar a mãe de Auggie Pullman, papel que será feito pelo ator-mirim. A previsão da estréia é de Novembro de 2017.

Com título nacional Extraordinário, o livro de R.J. Palacio foi publicado em 2012 e vendeu mais de dois milhões de cópias desde então. A adaptação será do roteirista Steve Conrad e a direção do filme ficará a cargo de Stephen Chbosky.

Veja o trailer do filme:

Veja o Book trailer de Extraordinário:

Via: Adoro Cinema 

A ARTE DE ILUSTRAR: Conheça as nossas mascotes feitas por Alexandre Lucas Martins

03:36:00



Quem não sonha em ter seu próprio personagem ilustrado igual aos desenhos animados e dos livros? Eu sempre quis ter um desenho meu, sempre tive curiosidade de saber como seria. E para minha surpresa, o ilustrador Alexandre Lucas Martins, nos presenteou com nossas próprias "bonequinhas". 

Carol Constantino
Thaíse Maki
Fabiana Conceição

Não tenho nem palavras para descrever o quanto amei o presente, incrível como ele conseguiu capturar nossas características e personalidade, apenas olhando para nossas fotos.

O Alexandre desenha desde seus 14 anos. Hoje, com 24 anos, ilustrar já tornou o seu trabalho. 

"...Foi legal poder desenhar a Thaíse, Carol e a Fabby, ainda mais dar atenção a cada característica de personalidade delas... No inicio eu não acertava desenhar as cadeiras de rodas, eu sempre descobria uma coisa nova que ela tinha que eu não sabia, e isso foi muito legal!..."

Veja mais alguns dos trabalhos de Alexandre Lucas Martins:








Quem quiser conhecer mais de seus trabalhos, acesse:

Como eu era antes de você

05:26:00

Pensei duas vezes antes de indicar esse livro, por quê?
Pois bem, "Como eu era antes de você" é o nome do livro da autora Jojo Moyes, que conta a história de um jovem chamado Will Traynor que tinha uma vida cheia de aventuras, viajava, fazia festas e que ao sofrer um acidente acabou se tornando tetraplégico.

 Para sorte dele, a família tem grana e condições de contratar cuidadores particulares. Por estar naquela nova situação de vida, ele acabou se tornando amargurado e detestado por todos seus cuidadores. Um a um, ele fazia desistir de trabalhar com ele, até que contrataram a Lou Clarke, e é aí que a história começa a ficar boa.

Lou é uma simples moça da cidade pequena, sem muitas ambições  na vida, ela apenas queria ter um bom emprego pra ajudar a família. Foi contratada para trabalhar como cuidadora do Will e no começo realmente não foi fácil.

Aos poucos a jovem moça, bonita e simples, foi conhecendo realmente quem era o Will acabando por se apaixonar por ele. Querendo ajudá-lo a sair de casa e deixar ele um pouco feliz. Ela não entendia porque tudo que ela fazia não adiantava em nada e ele continuava daquele jeito revoltado e sem vontade de fazer planos.

Will sempre dizia que o emprego dela seria útil até determinado mês, mas Lou não entendia o motivo disso. Até que tudo fez sentido para ela ao descobrir seu segredo...

O que será que Will esconde? Eu sei, mas não vou contar...
Deixo para vocês lerem o livro e terem suas próprias conclusões se gostaram ou não do final.

Eu peguei um resenha feita por uma moça (Isadora Medina) que não é cadeirante, achei interessante compartilhar a opinião dela  por ser uma visão de alguém sem deficiência.  

"...É muito interessante a forma como esse livro te faz mudar a opinião sobre cadeirantes e pessoas com qualquer tipo de deficiência física. Eu que tenho acesso e já estou mais acostumada, me choquei com a história independentemente disso.

Não me senti muito bem com o final, já que de qualquer forma não retirou o pensamento de pena que as pessoas tem e que era justamente uma das coisas que o personagem principal mais detestava. É como se o livro nos dissesse "É uma pessoa normal, que precisa de cuidados e não se deve olhar com cara feia". E então, no final, jogasse na nossa cara "Mas é um baita de um coitado!". Ao menos é a impressão que passou pra mim.

De fato um ótimo (maravilhoso, esplêndido!) livro, porém também é tremendamente triste e chocante. Bem realista, na verdade, pois é algo que realmente passa na cabeça de todos nós quando passamos por momentos difíceis. Mas eu permaneço indicando, com fé na possibilidade das pessoas não terem medo ou receio de cadeirantes. Já presenciei coisas que não foram nem um pouco agradáveis em relação a preconceito e acho que esse é o melhor ensinamento que o livro pode nos trazer, e que podemos levar para a vida toda. Esse é um livro que certamente fica na estante!..."

Deixem a preguiça de lado e aproveitem este inverno para começar a ler também. Assim, podemos trocar as opiniões sobre cada leitura.

Mas leiam logo, pois já começaram a fazer o filme e quem gosta de ler sabe que é muito legal, ler o livro e depois assistir o filme...
imagens da gravação do filme

Conheça o site LIVROLOGIA onde você encontra várias resenhas, dicas de leituras e até sorteio de brindes.
Acesse:
livrologia.jimdo.com

Beijos pra todos e até mais...

1 Litro de Lágrimas - O livro que virou novela: assista online aqui!

06:40:00

Uma amiga chamada Fabiana C., é "devoradora" de livros e vem me indicando alguns. O último que ela me indicou foi "1 Litro de Lágrimas" que conta a história de Aya Kito, uma garota que sofre de uma doença chamada Degeneração Espinocerebelar.

Capa do livro
Essa condição prejudica as funções do corpo, levando a ataxia, incoordenação, alteração da velocidade dos movimentos, dificuldades para engolir, falar, alterações do equilíbrio, dentre outras habilidades que comprometem a vida com autoria e independência até nas atividades diárias mais simples.

Os sinais e sintomas da doença começaram a aparecer quando Aya tinha 15 anos. Uma menina cheia de planos, sonhos e que se esforçava ao máximo para realizá-los, tendo sua vida devastada pelo diagnostico. Sua mãe, Shioka Kito, sugere a Aya que escreva um diário como forma de entender a doença e ajudá-la no tratamento. Aya empenhava-se diariamente para escrever e colocar naquelas páginas em branco tudo que sentia, era um apoio, uma forma de lutar; escrever era uma forma de continuar a viver.

Esse livro fez tanto sucesso que foi transformado em novela no Japão, e pesquisando sobre o livro, achei vídeos dos 11 capítulos que contam os detalhes dessa história.

Antes de passar os vídeos, quero deixar o link de um livraria virtual onde você pode comprar o livro. Mas sugiro que pesquise outros lugares mais baratos. No site da Livraria Cultural eu achei por R$14,00 + frete (www.livrariacultura.com.br)

Assista aqui em baixo a novela:

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Episódio 4

Episódio 5

Episódio 6

Episódio 7

Episódio 8

Episódio 9

Episódio 10

Episódio 11


Adorável Heroína

06:51:00


O livro Adorável Heroína, conta história de um Cão-Guia no qual ajuda o seu dono Michael com um grupo de pessoa sair do 78° andar da Torre Norte do WoldTrade Center, dia 11/11/2001. Durante a tentativa de sobrevivência o deficiente Michael passava por meio das chamas, vidros quebranto, poeiras e os gritos de horrores. Entretanto no decorrer do texto é mesclado com a tragédia e as experiências de vida do Michael, manifestando aos leitores mais vontade de enfrentar os obstáculos que a vida proporciona.

Você pode baixar o livro em formato pdf e ler gratuitamente (clique aqui para baixar).
 Mas se você prefere comprar o livro, deve procurar nas livrarias de sua cidade, ou também pode comprar pela internet pelo site Saraiva, custa R$ 24,13 + frete (clique aqui).


Sandra Mara

Etiqueta e Contraetiqueta - Doris Azevedo

05:03:00


Doris Azevedo é cadeirante devido à Esclerose Múltipla. Por "sentir na pele" como as pessoas tratam um cadeirante, ela escreveu um livro onde dá dicas de comportamento visando orientar sobre a melhor forma de agir com as pessoas com deficiências.

Este é um livro que ensina com muito bom-humor as regras de comportamento. Questionar regras e apontar opções é uma característica da autora Doris Azevedo, conhecida consultora empresarial. Simples e objetiva a obra ilustra desde atitudes adequadas ao cotidiano até a sugestão de postura em situações inusitadas. 
Doris Azevedo

A Contraetiqueta proposta pela autora é a contestação de regras passadas de geração em geração, sem questionamento e a Etiqueta Inclusiva, é espelhada em seu momento atual de pessoa com deficiência física, que permite-se participar de todas as oportunidades sociais e profissionais que deseje, sem constrangimentos. E como diz Doris Azevedo- Com naturalidade e bom-humor é possível ser elegante em qualquer circunstância! sem perder a alegria e o encantamento pela vida.

Nesse trecho, você entenderá o que pode encontrar no livro:
"...Uma das dicas em restaurante ou evento: 
A coordenação motora ou tátil afetada dificulta o aparentemente simples fato de cortar algo. Estando na companhia de alguém com dificuldades ofereça ajuda. 
Parta o pão com a faca e passe a iguaria escolhida, para então oferecer à pessoa. Isso é sensibilidade...."

Doris também diz: "Não tenho pretensão de escrever um manual técnico, cuja elaboração deve ser realizada por equipes especializadas. Vou me ater a algumas dicas de comportamento visando orientar sobre a melhor forma de agir com as pessoas com deficiências, de forma abrangente. Lembrando que são apenas diretrizes, pois cada ser humano é único e o bom senso e a sensibilidade serão os principais guias."

Atualmente o livro está sendo comercializado pela Livraria Cultura e pode ser comprado pela internet, pelo valor de R$38,00 + frete. Quem tiver interesse, clique AQUI!

Mangá 'Real'

05:52:00

   O mangá ou manga, é a palavra usada para designar as histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês. Em outras palavras, mangá é o gibi dos japoneses. 
   Nele, são escritos diversos tipos de histórias sobre assuntos variados.
   Meu irmão e meu primo, são viciados neste tipo de leitura e me mostraram um site onde tem um mangá chamado 'Real' que conta a história de cadeirantes.  Saiba mais:


A História

Nomiya Tomomi está tendo grandes problemas na sua vida e todos concordam que tudo começou a dar errado quando ele saiu do time de basquete após uma briga com os integrantes do clube. Sua personalidade instável não o ajuda a seguir adiante, mal consegue ficar no colégio, trabalho nem pensar, e em uma de suas caminhadas a noite encontra uma garota e comete o pior erro de sua vida. Um acidente de moto fez com que ele deixasse Natsumi, uma garota que ele nem conhecia, paralitica para a vida inteira e esse culpa o consome todo dia e chega ao ponto dele ser expulso da escola.
Já Takahashi Hisanobu é um cara popular, atual capitão do time de basquete e um dos principais responsáveis pela saída de Nomiya. Tem uma personalidade bem desagradável, totalmente convencido, mal joga pelo seu time e ainda aplica castigos quando alguém o atrapalha.
E finalmente temos Togawa Kiyoharu, um jovem que acabou adquirindo uma grave doença, tendo que retirar uma de suas pernas para evitar que ela se espalhasse pelo corpo. Atualmente é um ótimo jogador de basquete em cadeira de rodas, mas que possui um grande orgulho e isso o atrapalha na hora de voltar para o seu antigo time, o Tigers.
Real conta a história de superação desses três jovens, que no começo não parecem ter nada em comum, mas no fim vão ter o esporte como uma ajuda para sua reabilitação.

Quem leu este mangá, indica para todos. Pois, a história é contada de uma maneira bem diferente do que estamos acostumados. 
Real pode ser lido online e é dividido em 80 capítulos, não se assustem com o número, pq vale a pena ler.
Clique no link e se divirta:
http://mangaproject.xpg.uol.com.br/Lista/mangas/639-real/page/2



Quem tiver outras dicas de leitura, pode nos enviar através do e-mail cantinhodoscadeirantes@hotmail.com

chuvadenanquim.com.br

O Penúltimo Capítulo - Livro

06:12:00


A história de vida de Clarice Pessato é um exemplo de superação e amor à vida. Tetraplégica desde os 18 anos, quando sofreu um acidente de trânsito, Clarice passou a conviver com as limitações físicas que mudaram sua vida. Na época, em 1981, ela cursava o segundo ano de Psicologia, na Unisinos. Depois do acidente, ela cursou e se formou em Letras pela Universidade de Passo Fundo (UPF), e realizou especialização em Teologia.

Toda essa trajetória ela conta em sua obra, que foi escrita com um adaptador em que consegue digitar uma letra por vez no teclado, chamada 'O Penúltimo Capítulo'.
Ela conta a história da luta contra a tetraplegia e a discriminação e que, pela fé, venceu o sofrimento e a falta de respostas, recebendo a capacidade para superá-los. Também mostra como Deus pode usar até mesmo as experiências mais dolorosas de nossa vida a fim de levar-nos para mais perto d’Ele e executar seus propósitos através de nós.

"...Já faz anos que alguns amigos sugeriram que eu escrevesse um livro, porém apesar de já ter iniciado eu não consegui concluir. Eu queria um último capítulo com final feliz, segundo o meu conceito humano, e isso impediu que este livro fosse divulgado antes...
Existia a discriminação e o preconceito dentro de mim. Eu considerava a aparência mais importante do que a essência. O meu coração precisava ser mudado, precisava ser curado. E Deus me deu essa cura e somente quando isso aconteceu eu consegui concluir este livro..." diz Clarice.

A história de vida de Clarice Pessato é emocionante, um exemplo de superação e amor à vida. Se você tem dificuldade em aceitar acontecimentos delicados em sua vida ou de outras pessoas, ou sofre preconceito e discriminação, a leitura da história de Clarice poderá ajudá-lo a enfrentar seus problemas com fé, paz e alegria no coração.

Quem quiser adiquirir um livro, deve enviar um e-mail para cantinhodoscadeirantes@hotmail.com



Simples assim: CÉLULAS-TRONCO

06:24:00
 
   A primeira parte desta obra foi escrita por dois grandes nomes no assunto. Um deles, Alysson Muotri, é biologo molecular que está à frente de um dos mais importantes laboratórios do mundo, localizado na cidade de San Diego, na California (Estados Unidos).
   "Existem muitas pesquisas com células-tronco há mais de 60 anos. Eu trabalho diariamente com elas e sei o seu potencial. Já temos a cura efetiva de muitas doenças e há muitas novidades pela frente. Fiquei encantado com a ideia de escrever esse livro, que tem uma linguagem informal, desmistificando o tema, como se estivéssemos conversando com alguém por exemplo, em um ônibus" diz Muotri.
   O autor é Adelson Alves, hematologista, que possui um incansável trabalho na divulgação do uso e pesquisas destas células na medicina. É fundador da CordCell, pioneira no Brasil na coleta, armazenamento e pesquisas, visando o uso terapêutico das células-tronco do cordão umbilical, com equipe especializada em transplante e estrutura laboratorial comparável aos principais centros dos Estados Unidos e Europa.
   A segunda parte do projeto traz uma abordagem mais específica do assunto. Para isso foram convidados outros especialistas em células-tronco, com o objetivo de levar conhecimento para todos os públicos, desde leigos a profissionais da área da saúde. O jornalista Rafael Garcia, especialista em assuntos científicos, ficou com a responsabilidade de 'traduzir' a linguagem científica para uma mais leve e elegante. As ilustrações foram feitas pela equipe de crianção do Ziraldo e a capa é assinada pelo próprio, doado pelo encantamento que o cartunista teve com o projeto.

Jornal NH

Ainda Sou Eu - Cristopher Reeve

06:18:00

O ator Christopher Reeve, que ficou célebre ao interpretar o papel de Super-Homem em quatro filmes, nasceu em 25 de setembro de 1952, em Nova York.

Reeve sofreu um grave acidente em maio de 1995, quando caiu de um cavalo e quebrou duas vértebras, ficando completamente imóvel do pescoço para baixo. Passou por longas terapias para conseguir respirar com menos ajuda de aparelhos e se tornou um ativista pelos direitos dos deficientes, criando inclusive a Fundação Christopher Reeve para a Paralisia, em 1999.

Em 2000, o ator conseguiu mover o dedo indicador e fez um trabalho especializado de musculação, que deixou suas pernas e braços mais fortes. Ele também voltou a ter sensibilidade em outras partes de seu corpo, determinando-se a voltar a andar.

"Eu me recuso a permitir que uma deficiência determine meu modo de vida. Não quero ser inconseqüente, mas estabelecer um objetivo que parece um pouco amedrontador é muito útil para a recuperação", disse à época.

Já na cadeira de rodas, Reeve escreveu a biografia "Ainda Sou Eu - Memórias" (ed. DBA; R$ 34), cuja transcrição a disco lhe valeu o Grammy de melhor álbum falado de 1999. 

Nesta autobiografia do eterno Super Homem, o ator conta sobre a carreira, relata a complexa relação com os pais e sua luta para reconstruir a vida após o acidente que o deixou tetraplégico. Depois de seis anos, Reeve fala a verdade sobre a queda de cavalo em uma competição de hipismo – e não durante as gravações de um filme, conforme foi dito na época. E faz tudo isso com humor e leveza.

O livro tem um custo médio de R$ 30,00, pode ser encontrado em livrarias de sua cidade ou também pela internet.
Aqui vai alguns links de livrarias online com os preços mais acessíveis, caso queira comprar pela internet:

http://www.buscape.com.br


Depois daquele dia

02:49:00
O dia 21 de agosto de 1994 mudaria para sempre a vida de Mara Gabrilli. Uma estrada sinuosa, um carro em alta velocidade, uma curva malfeita. Depois de um fim de semana em Paraty, ao lado do namorado e do melhor amigo, Mara acordaria no hospital e, aos 26 anos, descobriria que uma fratura nas vértebras havia lhe tirado os movimentos do pescoço para baixo.

Terminava ali a vida da garota sem limites, que não tinha medo de nada e adorava aventuras. Em seu lugar, nascia uma mulher que precisou lutar, primeiro, para respirar. Quando conseguiu fazê-lo sozinha, sem a ajuda de aparelhos, “tudo ficou fácil”. Foram meses de superação e de hospitais. Primeiro em São Paulo, depois nos Estados Unidos. Tempo em que sua família deixou tudo de lado para buscar o melhor tratamento possível.

Desde o acidente, Mara é acompanhada 24 horas e auxiliada em todas as atividades do dia a dia. Mesmo assim, a paralisia nunca foi um obstáculo para ela. Nesses quase vinte anos, foi mais longe do que muitas pessoas com perfeitas condições de mobilidade, e decidiu ajudar aqueles que têm alguma dificuldade, mas que, assim como ela, se recusam a aceitar as limitações impostas pela falta de acessibilidade das cidades e pelo preconceito.

Em poucas semanas de encontros regulares, a jornalista e autora Milly Lacombe percebeu a coragem, leveza, bom-humor e força que Mara carrega. Mara Gabrilli - Depois daquele dia é um convite para mergulhar na vida e na alma dessa mulher, que, por sua natureza, não é capaz de ficar sem se mexer.


Quem quiser adquirir o livro da Mara pode comprar pelo site da Saraiva, pelo valor de R$ 27,90.
Clique aqui e compre.

Dica de Leitura - Mente Livre

05:28:00


   Bom dia amigos, hoje a Dica de Leitura é do livro "Mente Livre", que conta a história de Joice Laki que tem Paralisia Cerebral. No livro, existe poucos trechos sobre a deficiência da protagonista, e sim, sobre sua força de vontade, determinação e perseverança.
   Joice também pretende com esse livro um projeto social, onde possa ajudar pessoas à serem felizes consigo mesmo e perceber que a felicidade está nas pequenas coisas.

"Queridos irmãos,
   Venho através de este testemunho contar um pouco sobre a minha história de vida. Sobre a minha luta, quebra de obstáculos, sucesso e principalmente amor pela vida.
   Em 10 de Janeiro de 1985, eu, Joice nasci duas vezes. Pois é! O cordão umbilical ficou enrolado no meu pescoço e nasci praticamente morta. A todo custo os médicos tentaram me reanimar e depois de um tempo eu chorei, mas veio uma triste notícia. A falta de oxigenação no cérebro causou uma Paralisia Cerebral e os médicos desenganaram meus pais. Falaram que eu não ia andar, falar e nem se quer raciocinar. Em outras palavras, eu seria um peso morto.
   Meus pais não se conformaram muito com isso e, quando eu completei um ano de idade, eles já me puseram para fazer Fisioterapia e eu fui progredindo muito.
   O tempo passou; e hoje, sou uma mulher de 26 anos, formada em Comunicação, trabalho em casa como escritora. Escrevi um livro chamado Mente Livre e quero que este livro vire um projeto que possa ajudar as pessoas a terem uma vida mais prazerosa, mais leve e que melhore a qualidade de vida mental"

O livro pode ser adquirido através do site www.maeespecial.com.br, pelo valor de 25,00 + frete.

Grande beijo e boa leitura!
Carol Constantino



"Mexo só um dedo, mas virei escritora", conta Luciana Scotti

05:38:00

Ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral aos 22 anos. Ficou tetraplégica e muda. Perdeu o emprego, o namorado, os amigos e hoje, 18 anos depois,mexe só o dedo médio da mão esquerda. Mas resolveu não parar. É fluente em três idiomas, cursa o segundo pós-doutorado, têm diversos livros e artigos publicados e coleciona prêmios



LUCIANA SCOTTI CONTA COMO SE TRANSFORMOU EM ESCRITORA MEXENDO APENAS UM DEDINHO DEPOIS DE UM AVC (Foto: Arquivo Pessoal)
ANTES E DEPOIS DO AVC: LUCIANA SCOTTI CONTA COMO DECIDIU TRANSFORMAR SUA VIDA E CONTINUAR LUTANDO POR SEUS SONHOS (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
Tenho duas vidas. Não consigo explicar de outra forma o que vivo. Eu era uma jovem bastante normal. Pertencia a uma família de classe média e era uma garota bonita. Aos 17 anos, passei em cinco vestibulares e comecei a cursar Farmácia e Bioquímica na Universidade de São Paulo (USP). No fim do primeiro ano da faculdade, ganhei minha primeira paixão: um carro vermelho, lindo!Uma surpresa inesquecível, presente de aniversário do meu pai, que se tornou meu companheiro no início dos anos 90. Nesse mesmo período, conheci o Lucas, um judeu loirinho e simpático, formado em engenharia pela USP. Minhas amigas comentavam a diferença entre nós. Lucas era tido como feio e nerd, eu era popular. Mas, não ligava.

Ele foi um grande amor, mas assim como água e óleo não se misturam, percebi logo que com judeus e católicos o mesmo pode acontecer. Ficamos três anos juntos, mas os pais do Lucas nunca me aceitaram. Nosso amor, entretanto, parecia maior que isso. Em 1991, passei a tomar pílulas anticoncepcionais com a orientação da minha médica ginecologista. Falei a ela que eu era fumante, mas naquele momento, não percebemos o risco que eu corria.

Eu era uma jovem dinâmica e ativa. No mesmo ano, resolvi começar a trabalhar. Transferi o curso de farmácia para o período noturno e arrumei um emprego em uma empresa de higiene bucal, em que fui efetivada. Todos os dias, cruzava a cidade com meu carro para trabalhar e estudar. E ainda arrumava tempo para correr pela USP nos fins de tarde e fazer aulas de ginástica aeróbica e musculação. Aos fins de semana, eu fazia passeios românticos com meu namorado ou saía com minha turma de amigos. Gostava de dançar, viajar, beber, conversar, fazia tudo o que me dava vontade.

Em meados de 1993, comecei a ter dores de cabeça que, apesar de desaparecerem com aspirinas, estavam ficando cada vez mais frequentes. Decidi marcar uma consulta com a ginecologista, queixei-me das dores, mas ela disse que não era nada grave. Passei um ano com o problema. E, num domingo, dia 1 de maio de 1994, vi o Ayrton Senna morrer. A data me marcou demais. Não que eu imaginasse que, no dia seguinte, seria eu a próxima vítima – de um tipo diferente de morte, mas morte. Na segunda, acordei, me vesti e fui trabalhar. Trabalhei o dia todo, não senti nada de anormal. No fim da tarde, fui buscar meu irmão na USP, para irmos para casa. Quando chegamos, me apressei em ir até o banheiro para escovar os dentes. Na sequência, iria ao shopping. Mas antes de sair do banheiro, senti uma forte tontura e gritei por socorro.

Quase imediatamente entrei em convulsão. É uma sensação horrível! Tentava controlar meus movimentos, mas os músculos não paravam de tremer. Minha família ficou apavorada. Meu pai massageava meu coração. Meu irmão cuidava para eu não morder a língua, colocando uma escova de dente na minha boca. Enquanto isso, minha mãe ligava para o resgate. Alguns vizinhos ouviram a confusão e vieram ajudar. Me pegaram no colo e me colocaram num carro. São mais que vizinhos, são queridos amigos de quem até hoje recebo muito carinho e apoio. Quase não conseguia falar e, naquela confusão, não sabia se minha família viria atrás do carro ou não. Fui para o pronto-socorro Municipal de Santana. No caminho, pedia calma com a mão, não tinha a mínima ideia do que estava por vir.

Agora entendo porque, em um pronto-socorro municipal, cuja fila é enorme, fui atendida logo. Colocaram-me em uma maca e levaram-me direto para a consulta. Na sala do médico, havia algumas enfermeiras que delicadamente tiraram meu relógio, gargantilha e brincos. Precisavam ser delicadas para eu não me machucar, pois meu corpo trepidava. Minha família me achou no pronto-socorro, depois de percorrer todos os hospitais da região. Ao lado da maca, minha mãe segurava a minha mão, e eu me perguntava quem seria aquela pessoa. De olhos fechados e com muito esforço, só conseguia falar mamãe e papai. Ironicamente, as primeiras palavras que aprendi seriam as últimas que eu diria.

Aos poucos ia chegando a hora da metamorfose. Inconscientemente, eu dava adeus aos meus longos cabelos aloirados, aos meus passos, à minha voz (que nunca mais ninguém ouvirá), aos movimentos, às danças nas festas, ao meu querido carrinho e a mais um milhão de coisas. Fui transferida de ambulância para um hospital particular. Apenas meu pai me auxiliava, com um balão de oxigênio. Era difícil de respirar.

No novo hospital, um enfermeiro me pôs em uma maca. Levaram-me para um quarto. Tiraram minha roupa e me vestiram com um daqueles camisolões de hospital. A convulsão continuava. Lembro-me dos médicos ficarem discutindo o diagnóstico em volta da cama. Fui ficando atordoada, senti um mal-estar repentino e vomitei.Uma enfermeira que me acompanhava falou para o colega dela: “Ela não passa desta noite”. Depois dessa frase, já não lembro de nada. Entrei em coma. Durante esse período, não tinha consciência de onde estava, tudo parecia um sonho. Acordei dois meses depois, em outro hospital, careca, muda, tetraplégica, com sonda nasogástrica, fraldas e cicatrizes. Quando saí do coma, achei que tudo só podia ser um pesadelo. Longo e cheio de detalhes, mas um pesadelo. Podia jurar que não tinha estado em coma, mas na minha cama, dormindo.

O PESADELO
A verdade, no entanto, era outra. Sofri um Acidente Vascular Cerebral e minha nova realidade era aquela: feia, muda e sem movimentos.Lembrava da última vez que tinha me visto no espelho antes do AVC e sentia desespero. Saudade, tristeza, abandono... senti tudo, principalmente revolta e ódio. A combinação do cigarro com anticoncepcional aumenta muito o risco de a mulher sofrer um AVC e eu e minha ginecologista deveríamos ter percebido isso. Alguns especialistas me disseram que a pílula foi 100% responsável pela trombose que levou ao rompimento de uma das veias do meu cérebro. Outros acham que não foi o fator principal. Porém, a mistura da pílula com o cigarro deveria ter sido evitada e eu deveria ter dado atenção às dores de cabeça que não passavam. Se tivesse agido de outra forma, hoje estaria andando.

Depois da Trombose Cerebral e de ter ficado tetraplégica, vivi três anos sobre uma cama hospitalar. Durante esse período, observei quase todo mundo se afastando de mim. Lentamente, fui esquecida pelos meus 150 “queridos amigos”. Cada um que me deixou, me preencheu com uma mágoa eterna. O Lucas foi um deles. Ele foi diminuindo a frequência das visitas, até parar de me ver. Chorei, revivi todo meu passado, procurei culpas e culpados e pensei: morri, acabou tudo!

O que eu não sabia é que, na verdade, estava começando uma segunda vida. Não tinha saída. Eu poderia chorar a vida inteira pelo romance acabado e pela tetraplegia ou parar de chorar e começar a viver. Optei por viver: aos trancos, aos farrapos, aos pedaços. Mas o tempo tem uma força estranha, e com ele comecei a escrever meus pensamentos amargurados com o movimento de um único dedo, o médio da mão esquerda. Em um notebook, digitava no meu colo, na cama. No começo, cheguei a passar um dia para completar uma página. Depois de quase um ano de esforço, terminei meu primeiro livro: Sem Asas ao Amanhecer. Hoje, ele está na décima primeira edição. Mas não me contentei. Escrevi outro chamado A Doce Sinfonia de Seu Silêncio.

Como sou muito ativa e odeio ficar parada, voltei a estudar. Fiz mestrado e publiquei um livro científico sobre cosméticos. Em 2006, terminei o doutorado. Depois, fiz três anos de pós-doutorado, sempre na USP, e ganhei vários prêmios acadêmicos. Também aprendi sozinha inglês, italiano e espanhol. Há três anos me mudei para João Pessoa. Meu irmão passou em um concurso e começou a trabalhar na Universidade Federal daqui. Em pouco tempo, estávamos todos juntos. Logo procurei um modo de contribuir com a instituição. Estou no segundo ano de um novo pós-doutorado, já participei de mais de 30 congressos, tenho artigos publicados no exterior e sou revisora de revistas científicas.

O COTIDIANO
Me sustento com o dinheiro do meu trabalho e levo uma vida confortável. Contrato pessoas que me auxiliam nas tarefas diárias. Preciso de tudo: de um copo de água, de um banho, que me tirem e ponham na cama. É assim que vive uma mulher que mexe só um dedo. Uma vida nada fácil, mas é a única que eu tenho; e a vida não é como queremos, é como é. E, mesmo com essa limitação, me considero feliz. Amo o que faço. Uso estatística e química para analisar estruturas moleculares. Quando estou trabalhando, me sinto muito bem.

Durmo tarde, 23h, 24h, 1h. Dependendo do trabalho, acordo cedo, 6h ou 7h. E já coloco o biquíni! No meu prédio tem um espaço legal para tomar sol e eu aproveito o solzinho da manhã que é uma delícia. Tomo na minha cadeira-de-rodas “de sol”. Tenho três cadeiras:uma levinha, muito usada para banhos de sol, viagens e passeios em geral; uma mais alta e mais pesada, que uso para trabalhar no computador e uma motorizada, muito confortável. Depois do sol, tomo banho, vou para o computador e trabalho até a noite. Faço uma pausa para malhar e me alongar (montei uma miniacademia no meu quarto) e volto para o trabalho.

Adoro um churrasco com os amigos à beira da piscina ou passar o dia na praia, com cervejinha. Apesar da dependência física, tenho pensamentos e emoções próprias, como todo mundo. Às vezes, rola uma paquera no shopping ou em uma praia, mas o mais frequente é pela internet, porque a web é meu modo de fazer laços sociais. Ao mesmo tempo, desenvolvi a sensibilidade de entender nas entrelinhas e distinguir uma paquera de armadilhas. Se vejo que é sério, engato um namoro. Até noiva já fui duas vezes: por dois anos, do Mateus, e quase sete, do Fabrizio. Quando falo isso, as pessoas se perguntam sobre o sexo. É normal, já que não sou uma pessoa comum. Mas sou mulher e tenho relações como qualquer outra. Aprendi a dar e receber carinho e prazer.

Se você pensar que eu me comunicava piscando e hoje escrevo num teclado normal, acho que estou bem. Apesar dos meus limites físicos, produzo trabalhos de qualidade, reconhecidos e até invejados dentro da comunidade científica. Infelizmente, não posso prestar concurso na faculdade, porque não falo. Esse é meu sonho, ter um emprego na faculdade. Sei que não tenho condições de dar aulas, mas as faculdades deviam ter vagas para pesquisadores. É o meu sonho. Aprendi que nessa vida o que importa é ser feliz. Se eu encontro momentos prazerosos com minhas dificuldades, muita gente sã e cheia de dinheiro pode não encontrar. O que ontem era indispensável para mim, hoje é fútil. Ser feliz tornou-se ao mesmo tempo algo muito mais simples e complexo.

Postagem sugerida por Fafa (Fatine Oliveira)

Como eu era antes de você

05:38:00
   

   Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame.
   Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. 
   Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. 
   Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. 
   Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. 
   Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Quem já leu recomenda, dizem ser uma história bonita e gostosa de ler. 
   Para quem não tá podendo gastar, tem a opção de ler o livro  online, clique AQUI e leia
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   #Fikadika
Beijos da Carol ;)

Dica de leitura - Meu andar sobre rodas

06:34:00
   Ser cadeirante ou se tornar cadeirante é difícil para qualquer um, muitas vezes surgem situações que ninguém sabe como encarar. Muitas dúvidas, momentos depressivos...parece que a vida se torna uma tempestade constante. 
  Lendo livros autobiográficos percebemos que não somos os únicos que passam por isso, nos identificamos com histórias de outras pessoas e acabamos aprendendo muito.
   A dica de leitura de hoje é um livro autobiográfico chamado "Meu andar sobre rodas",  nele, Tatiana Rolim conta como foi que se tornou dependente de uma cadeira de rodas e como foi que encarou cada obstáculo.
Veja mais sobre o livro:  

   Uma vida completa é cheia de limitações. A de Tatiana Rolim logo lhe mostrou uma das mais sufocantes: a cadeira de rodas. Em sua biografia nos fala da história da menina que, aos 17 anos, sofreu um tropelamento e nunca mais andou. 
   Meu Andar Sobre Rodas nos conta, de forma crua e sem constrangimentos, como a autora se aceitou no papel dessa menina. Onde mencionar força de vontade parece ser clichê, ela desliza por entre cicatrizes, sondas, esperas e idéias, e mostra como teve que afastar todo o pessimismo do nunca mais e engolir a rotina de todo mundo, do seu novo jeito. 
   Assim, lemos a rotina da autora, interrompida em um momento em que tudo o que tinha a fazer era se pregar a esses dias que se seguiam de dias, paralizados na demora de se adaptar, mais uma vez, ao mundo. Ser cadeirante, estudante, namorada, filha, cidadã e ainda assim, uma pessoa normal. Ou mais que isso. 
"As Rodas de Tatiana: giram, deslizam, espinam a menina, quais lindas pernas bailarinas."

   Gostou do livro? Você pode ter um para você!
   Basta participar do sorteio do Cantinho dos Cadeirantes, e mandar um e-mail escrito "Quero participar do sorteio do livro" com seu nome para o e-mail: cantinhodoscadeirantes@hotmail.com
e esperar pelo sorteio!
PARTICIPE!

Dicas de leituras...

04:03:00
   Bom dia amigos, "ler" é um costume que se pega aos poucos, primeiro é muito importante achar um assunto que goste, depois você tem que tirar um tempo somente para ler bem tranquilo... Assim, não tenha dúvidas, você vai começar a devoras os livros!
  Para os velhos leitores e para os novos leitores, hoje eu apresento duas dicas de leitura, escritos por Ronaldo Denardo. Conheça um pouco sobre ele e veja suas obras:

"Meu nome é Ronaldo Denardo, sou jornalista, escritor, trabalhei por oito anos à serviço da televisão como repórter para a NET e Rede Record, e sou cadeirante por um acidente de carro. História narrada na publicação do meu primeiro livro, o "Andando Sem Poder Andar".

Andando Sem poder andar

    Em um acidente automobilístico, no dia 25 de agosto de 1997, em Itapira - SP, consequente de um chicote lateral no pescoço, fraturei a 5ª e 6ª vértebra da coluna cervical que me causou um traumatismo raque-medular. Com isso hoje sofro sequelas desse acidente, perdi parte dos movimentos e sensibilidades do corpo, mas com os tratamentos e terapias retomei alguns deles e assim já posso mexer os braços e tenho algum equilíbrio de tronco, mas ainda não ando e dependo da cadeira de rodas para me locomover. Luto com unhas e dentes para retomar meus movimentos e ser o que sempre fui. Com a evolução da ciência, a cada dia que passa tenho cada vez mais essa certeza. Esse é um dos meus ideais para o futuro e para a vida, além de constituir família, ter meu filho e obter algumas aquisições materiais, realizações profissionais e pessoais.

   "Não me levo com minhas pernas, mas ando com meus pensamentos"

    Ronaldo Denardo recentemente lançou seu novo livro chamado "Latitude de Kare", o romance conta a história da gaúcha chamada Kara que sai para ganhar o mundo sem destino e parte em busca da sua sobrevivência e das suas conquistas, veja a sinopse:

Latitude de Klare

   Neste romance, Ronaldo Denardo nos apresenta a história de uma mulher pura e ingênua ou menina maliciosa e libertina? Klare não se confunde com os costumes e os conceitos morais da sociedade, sem pudor e completamente destemida ela faz suas próprias regras. Talvez o destino tenha contribuído para que a jovem deixasse sua marca nas latitudes do globo terrestre, mas Klare nunca teve nenhuma raiz ou apego que a impedisse de realizar suas vontades e a prendesse em qualquer lugar ou a qualquer pessoa.
   Em meio as suas aventuras e ao rumo que a vida proporcionou, quem julga não aceita, mas afinal, qual era o seu ideal?
   A sobrevivência ou a busca da intensa vida e do prazer? Essa seria apenas mais uma história sem final feliz se não fosse a existência do elemento mais importante dos significados: seu filho. Um presente ou um carma, não conte com o provável, pois ele te revelará uma grande surpresa.
   De canto a canto, de lado a lado, de norte a sul, Klare passa por latitudes, mas não tem endereço. Leva com ela o poder de sedução que suas curvas propõe, a vontade de viver e o peso de não estar sozinha. Latitude de Klare é uma viagem que ninguém poderia viver por ela.
   Latitude de Klare relata a história de vida de Klare, uma jovem virgem do interior do Rio Grande do Sul, descendente de alemães e que precocemente perde seus pais. Aventureira, destemida, sozinha e sem família no Brasil, Klare também é ambiciosa, a vida simples do interior é muito pouco para ela, assim, sai para ganhar o mundo sem destino e parte em busca da sua sobrevivência e das suas conquistas.


   Em sua trajetória, Klare se envolve em histórias de amor, sexo e drogas. Levada do Brasil para a Europa com a promessa de trabalhos para modelo, acaba sua história se prostituindo e arrependida de tudo o que deixou para trás.
   Klare é uma menina linda, exótica, sensual, corpo escultural e farto. Sua beleza seduz por sí só. Ao mesmo tempo seu corpo esconde uma alma triste, infeliz e inconformada com o rumo que o destino impôs.





Mais informações sobre o livro e compras online, você encontra em meu site:
www.ronaldodenardo.com.br/latitude

LIVROS:
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